Dinamarca diz que impediu a entrada de investimentos chineses na Groenlândia
Ministro das Relações Exteriores dinamarquês também descarta a presença de navios Rússia na ilha
Internacional|Da Reuters
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Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a Dinamarca falha em conter a influência da Rússia na Groenlândia, o ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, negou nesta segunda-feira (19) a presença de navios russos e chineses na região do Ártico.
Em declaração dada à imprensa nesta segunda-feira (19), o ministro afirmou que “a Dinamarca, juntamente com a Groenlândia, tem impedido os investimentos chineses” na ilha.
Segundo Rasmussen, a discussão sobre o interesse de Trump na Groenlândia deve “ser feita pela União Europeia e não há interesse em agravar a situação” com o presidente americano.
Em publicação na rede Truth Social neste domingo (18), Trump afirmou que “chegou a hora” de resolver a questão. O presidente afirma que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vem alertando há duas décadas sobre a necessidade de reduzir a presença russa na região, mas o governo dinamarquês “não fez nada” para enfrentar o problema.
Nesta segunda-feira (19), o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que a organização continuará trabalhando com a Dinamarca e a Groenlândia na segurança da região do Ártico.
“Discutimos a importância do Ártico -- incluindo a Groenlândia -- para nossa segurança coletiva e como a Dinamarca está intensificando os investimentos em capacidades essenciais”, disse Rutte na plataforma de mídia social X.
“Continuaremos a trabalhar juntos como aliados nessas questões importantes”, acrescentou.
Secretário americano fala em retaliação
Os governos europeus não devem retaliar quaisquer medidas tomadas pelos Estados Unidos em sua disputa sobre a Groenlândia, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, nesta segunda-feira.
“Acho que seria muito imprudente”, disse Bessent a repórteres quando perguntado sobre medidas comerciais retaliatórias à margem da reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça.
Ele pediu à Europa que não duvide das intenções de Trump, em relação à Groenlândia.
“Estive viajando, então não entrei em contato (com autoridades europeias), mas falei com o presidente Trump e, evidentemente, há muitas consultas, e acho que todos devem acreditar na palavra do presidente”, disse Bessent.
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