Internacional Diplomata dos EUA diz que país quer desescalada 'verificável' e 'significativa' por parte da Rússia

Diplomata dos EUA diz que país quer desescalada 'verificável' e 'significativa' por parte da Rússia

Antony Blinken ressaltou que país continua confiando em saída diplomática para reduzir tensões no Leste Europeu

AFP
Antony Blinken deseja garantias de retirada de tropas russas da fronteira com a Ucrânia

Antony Blinken deseja garantias de retirada de tropas russas da fronteira com a Ucrânia

Michael McCoy/Pool/AFP - 15.2.2022

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, pediu nesta terça-feira (15) ao colega russo, Sergei Lavrov, uma "desescalada verificável, confiável e significativa" na fronteira com a Ucrânia, segundo um comunicado do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Blinken "destacou que, embora qualquer nova agressão russa contra a Ucrânia provocaria uma resposta transatlântica rápida, severa e unida, continuamos comprometidos no caminho diplomático e acreditamos que continua havendo uma oportunidade para resolver a crise pacificamente", acrescentou o porta-voz, Ned Price, após novo telefonema entre os dois ministros.

Blinken "reiterou" também as "persistentes inquietações" de Washington sobre o fato de que "a Rússia tem capacidade de iniciar uma invasão da Ucrânia a qualquer momento".

Depois que Moscou disse ter ordenado o início da retirada das forças mobilizadas em torno da fronteira com a Ucrânia, Blinken "enfatizou a necessidade de uma desescalada verificável, crível e significativa", segundo a nota.

Blinken disse que está "ansioso" para receber a "resposta escrita" às últimas propostas americanas sobre segurança europeia. A Rússia prometeu enviá-las aos Estados Unidos "nos próximos dias", segundo o Departamento de Estado.

Os americanos dizem que a Rússia, que enviou mais de 100 mil soldados à fronteira com a Ucrânia, pode começar uma invasão de um dia para outro, quando assim decidir. Moscou nega possuir tais intenções, mas reivindica especialmente garantias de que a Ucrânia não será incorporada à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

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