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Dirigentes ucranianos que derrubaram Yanukovich têm primeiras divergências

Internacional|Do R7

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Kiev, 25 mar (EFE).- O líder do partido Udar, Vitali Klitschko, criticou nesta terça-feira as autoridades ucranianas por sua ineficácia após a anexação russa da Crimeia, na primeira cisão entre os dirigentes que derrubaram em fevereiro o presidente Viktor Yanukovich. "Está claro que (as autoridades) estão sendo ineficazes. Hoje, se as coisas continuam iguais, podemos propor a eleição de um novo presidente da Rada Suprema" (Legislativo), disse Klitschko durante uma intervenção no parlamento. Klitschko, que foi um dos dirigentes da revolução que derrubou o regime anterior e é candidato às eleições presidenciais de 25 de maio, ressaltou que após um mês de gestão, já se podem tirar conclusões sobre o trabalho de alguns dos membros do governo e do Estado. De fato, o parlamento votou hoje uma moção de censura contra o presidente da Rada, Aleksandr Turchinov, quem é também chefe do Estado, embora esta tenha sido rejeitada unanimemente pelos deputados. Em particular, Klitschko criticou a inação governamental perante os crescentes ânimos separatistas que se propagaram da península da Crimeia às regiões orientais do país, de maioria de fala russa. "Para combater o separatismo são necessárias medidas firmes. E o povo não vê isso. Exigem que as decisões das autoridades sejam transparentes e compreensíveis", afirmou. Klitschko criticou ontem Turchinov publicamente pela difícil situação dos militares ucranianos na Crimeia, que se sentiram durante dias abandonados por Kiev, que só ordenou ontem a retirada de todas suas unidades na península. Neste momento, o caça-minas "Cherkassi", que está bloqueado pela Armada russa no lago Donuzlav, é o único navio ucraniano que ainda não se rendeu à Frota russa do Mar Negro. A tripulação do "Cherkassi" espera ansiosa uma abordagem russa, após driblar durante os últimos dias vários tentativas de ataque. O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, se tornou ontem o primeiro membro do governo da Rússia em visitar a península desde a entrada formal da Crimeia na Federação Russa, na semana passada. Shoigu inspecionou as unidades militares da Frota do Mar Negro, russa, e se reuniu com os militares ucranianos que mudaram de lado e decidiram jurar lealdade às Forças Armadas da Rússia. EFE bk-io/tr

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