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Distanciamento dos EUA de países europeus dá autonomia para Rússia e China, diz professor

José Luiz Niemeyer explica que mudanças na postura diplomática de Washington impactam o jogo de influência no cenário mundial

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirmou que os EUA não precisam da ajuda de aliados para reabrir o Estreito de Ormuz.
  • Professor José Luiz Niemeyer destaca que o distanciamento dos EUA de seus aliados europeus dá mais autonomia para Rússia e China.
  • A pressão dos EUA sobre a participação europeia na Guerra da Ucrânia contribui para o recuo das nações europeias.
  • Niemeyer alerta que a escalada da tensão contra o Irã pode afetar o apoio de Trump no Congresso americano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump afirmou nesta terça-feira (17) que os Estados Unidos “não precisam da ajuda de ninguém” para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente mudou o discurso após aliados do país, como Alemanha e Austrália, sinalizarem que não enviarão navios ao Golfo Pérsico.

Em entrevista ao Jornal da Record News, o professor de Relações Internacionais José Luiz Niemeyer explica que o recuo das nações europeias em se envolverem na guerra dos Estados Unidos contra o Irã está diretamente ligado ao afastamento recente de Washington de seus aliados.


Donald Trump fala durante encontro com Primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, na Casa Branca, em Washington
Especialista diz que a pressão dos EUA sobre a Europa no conflito da Ucrânia desempenhou papel relevante no afastamento entre ambos Reprodução/Record News

“A Casa Branca deixou claro que não necessitaria mais da parceria estratégica como sempre necessitou dos aliados europeus desde a Segunda Guerra. A Casa Branca questionou a aliança atlântica entre norte-americanos e europeus, que era fundamental para a manutenção da ordem internacional, ou de uma possibilidade de ordem internacional [...] Esse distanciamento dos Estados Unidos dos aliados tradicionais europeus é muito sério, porque dá mais autonomia para a Rússia e para a China”, explica.

Niemeyer também afirma que a pressão exercida pelos Estados Unidos sobre países europeus no conflito da Ucrânia desempenhou papel relevante no recuo dessas nações.


“Uma outra questão foi com a guerra da Ucrânia. A Casa Branca também questionou a participação de europeus, muitas vezes até deixou a guerra da Ucrânia de responsabilidade de europeus, dizendo que ia se retirar da guerra da Ucrânia, e que depois, inclusive, a Casa Branca e os Estados Unidos voltam a uma atuação mais direta na guerra entre Rússia e Ucrânia. Isso tudo está sendo observado por China e por Rússia”, pontua.

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Questionado se os Estados Unidos estão com tudo sob controle na guerra, o especialista nega e afirma que a escalada da tensão contra o Irã pode fazer com que Trump perca apoio dentro do Congresso.


“Há um questionamento eleitoral dentro dos Estados Unidos com relação à viabilidade de eleger mais representantes republicanos do que democratas na eleição de outubro. Trump vai perder apoio; tudo leva a crer que ele vai perder apoio dentro do Congresso. Então, há uma questão de política interna grave, cada vez mais, independentes e até parte dos republicanos não-trumpistas estão questionando a guerra contra o Irã”, afirma.

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