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Dois ataques nos EUA com menos de 2 horas de diferença deixam 3 mortos e ampliam alertas

FBI investiga os casos como atos de terrorismo e violência direcionada contra a comunidade judaica

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois ataques nos EUA, um na Virgínia e outro em Michigan, resultaram em três mortes e aumentaram as tensões internas.
  • No primeiro ataque, um ex-oficial da Guarda Nacional invadiu uma sala de aula da Universidade Old Dominion e disparou, matando uma pessoa.
  • Menos de duas horas depois, um homem atacou a sinagoga Temple Israel, resultando em mais um morto e vários feridos.
  • O FBI investiga os casos como atos de terrorismo, uma vez que o suspeito da ODU havia sido condenado por apoio ao Estado Islâmico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os alunos da Universidade Old Dominion conseguiram reagir e imobilizar o homem, que foi morto em seguida ABC Affiliate WVEC via Reuters - 12.03.2026

Dois ataques ocorridos na quinta-feira (12), com menos de duas horas de diferença, deixaram três pessoas mortas nos Estados Unidos e colocaram o país em estado de alerta para o aumento das tensões internas.

Na Virgínia, um homem foi morto após invadir uma sala de aula da ODU (Universidade Old Dominion) e balear três pessoas. Uma das vítimas não resistiu aos ferimentos e morreu.


Em Michigan, um homem morreu após invadir uma sinagoga com um carro e deixar pelo menos uma pessoa ferida.

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Veja a seguir o que se sabe sobre os dois casos.


Como foi o ataque à universidade?

As autoridades locais afirmaram que o ataque na ODU, em Norfolk, ocorreu por volta das 10h50.

Um ex-oficial da Guarda Nacional do Exército invadiu uma sala de aula do ROTC (Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva) e atirou contra as pessoas presentes.


O agente especial responsável pelo escritório do FBI (Departamento Federal de Investigação) em Norfolk, Dominique Evans, disse que os alunos conseguiram reagir e imobilizar o homem, que foi morto na sequência.

Ele afirmou que o atirador não foi baleado, mas não deu detalhes sobre a morte dele.


Como foi o ataque à sinagoga?

Menos de duas horas depois, outro ataque foi registrado nos EUA, a cerca de 1,1 mil quilômetros de distância.

O xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard, afirmou que o suspeito invadiu o prédio da sinagoga Temple Israel, em West Bloomfield, com um veículo e avançou pelos corredores do local.

As autoridades foram acionadas por volta das 12h19, após uma denúncia anônima de que havia um atirador no endereço.

O chefe de polícia de West Bloomfield, Dale Young, disse que os policiais chegaram ao templo em cinco minutos, mas que o agressor já estava morto.

Segundo Bouchard, ainda não é possível confirmar a causa da morte do homem, mas ele foi atingido por disparos feitos pelos seguranças da sinagoga.

Quantas pessoas morreram ou ficaram feridas na universidade?

Evans disse que pelo menos três pessoas foram baleadas, incluindo o tenente-coronel do Exército Brandon A. Shah, que era professor na ODU.

Shah chegou a ser levado para o Hospital Geral Sentara Norfolk, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Outro militar foi encaminhado ao mesmo hospital e segue internado em estado crítico. A terceira vítima procurou atendimento por conta própria em um hospital em Virginia Beach e já recebeu alta.

Quantas pessoas ficaram feridas na sinagoga?

Segundo Bouchard, o veículo do suspeito soltou uma densa fumaça nos minutos seguintes à invasão da sinagoga. Por causa disso, 30 policiais precisaram ser encaminhados a um hospital após inalarem fumaça.

Um segurança do Temple Israel foi atingido pelo carro e também precisou receber atendimento, mas não corre risco de morte.

Como está a investigação do ataque à universidade?

O diretor do FBI, Kash Patel, disse que o ataque à universidade é investigado como um ato de terrorismo.

“Nossa Força-Tarefa Conjunta de Combate ao Terrorismo está totalmente engajada, integrada às autoridades locais e fornecendo todos os recursos necessários para a investigação”, escreveu Patel em publicação no X.

Testemunhas relataram que o atirador gritou “Allahu Akbar” (“Alá é maior”, na tradução do árabe) ao entrar na sala.

Em 2017, ele havia sido condenado a 11 anos de prisão após se declarar culpado por fornecer apoio material ao grupo terrorista Estado Islâmico. Ele foi solto após sete anos e estava em liberdade condicional.

Como está a investigação do ataque à sinagoga?

A agente especial responsável pelo escritório do FBI em Detroit, Jennifer Runyan, afirmou que o caso será investigado como “um ato de violência direcionado contra a comunidade judaica”.

Segundo Bouchard, os policiais também investigam se o veículo utilizado pelo suspeito continha “artefatos explosivos improvisados” ou qualquer outro tipo de explosivo.

Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna informou que o autor do ataque é de origem libanesa e chegou aos EUA em 2011 com um visto para cônjuges de cidadãos americanos. Em 2016, ele obteve a cidadania.

As forças de segurança não informaram uma possível motivação. Um vizinho, porém, disse ao jornal Detroit Free Press que o agressor “perdeu recentemente parentes em um ataque israelense no Líbano”.

Uma fonte da comunidade libanesa-americana de Michigan disse à emissora CBS News que o ataque ocorreu “há quase 10 dias” e “matou vários familiares, o que o deixou devastado”.

Qual a relação dos ataques com a guerra no Oriente Médio?

Apesar de nenhum dos dois suspeitos ter feito menção à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, as autoridades americanas estavam em alerta desde o início do conflito para o aumento das tensões internas.

O FBI emitiu um alerta para as forças de segurança da Califórnia de que o Irã poderia retaliar os bombardeios com o envio de drones para atingir alvos no Estado.

Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, ouvida pelo jornal The New York Times sob condição de anonimato, o aviso afirmava que o Irã desejava um contra-ataque desse tipo, mas não que tivesse capacidade para realizá-lo.

Desde o início do conflito, sinagogas espalhadas pelo mundo também reforçaram a segurança por medo de ataques de pessoas contrárias a Israel.

O CEO da Federação Judaica de Detroit, Steven Ingber, lamentou o fato de sua organização ter que treinar e se preparar para um ataque.

“Eu adoraria dizer que estou chocado, que estou surpreso, mas não estou”, disse Ingber durante uma entrevista coletiva na quinta-feira.

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