Trump retorna a tribunal de Nova York em processo por fraude fiscal
O ex-presidente dos EUA é acusado de inflacionar o valor de ativos imobiliários para obter vantagens em empréstimos bancários
Internacional|Do R7, com AFP

Donald Trump voltou a comparecer, nesta quinta-feira (7), ao tribunal de Nova York, nos Estados Unidos, no processo por fraude financeira.
O ex-presidente dos EUA é acusado, juntamente com dois dos seus filhos, Donald Jr. e Eric Trump, de ter inflacionado, ao longo da última década, o valor de ativos imobiliários em milhares de milhões de dólares para obter empréstimos bancários vantajosos.
Ao chegar ao tribunal, Trump voltou a dizer que é vítima de uma “caça às bruxas”. O ex-presidente nega qualquer tipo de fraude.
Antes do início da audiência, Trump comentou as acusações nas redes sociais e garantiu que “o caso foi decidido contra [ele] antes mesmo de começar”.
Durante o julgamento, o favorito nas primárias republicanas para as eleições presidenciais de 2024 acusou o juiz Arthur Engoron, que investiga o caso, de ser “louco, totalmente desequilibrado e perigoso” e de “fazer o trabalho sujo” para o Partido Democrata.
Ele também chamou a procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, de "corrupta" e "racista".
No tribunal, o ex-presidente examinou documentos enquanto seus advogados faziam perguntas a Eli Bartov, um professor de contabilidade que forneceu provas a favor do ex-presidente.
Para Bartov, as acusações apresentadas pela procuradora-geral é infundada porque “a contabilidade é baseada em regras" e argumenta que "algumas das alegações beiram o absurdo”.
"Três ou quatro por cento das empresas relatam que tiveram erros nos seus relatórios financeiros. Erros financeiros são normais. É inevitável", diz Bartov.
Um dos argumentos apresentados pela defesa é que o balanço de Trump foi subestimado, porque os ativos intangíveis não foram incluídos.
"Não há dúvida de que o valor da marca do Sr. Trump vale milhares de milhões... mas isso não é encontrado em parte alguma do balanço financeiro", disse Bartov.
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O professor de contabilidade também atacou membros da equipe jurídica da procuradora-geral quando alegaram que alguns de seus depoimentos eram pura especulação. “Eles deveriam ter vergonha”, afirmou.
Trump foi acompanhado no tribunal por seu filho Eric, que também foi arguido no julgamento. Em suas redes sociais, ele disse que não iria depor novamente porque “já havia testemunhado PERFEITAMENTE”.
Esse julgamento é apenas uma das provações judiciais que aguardam o ex-presidente dos EUA. Em 4 de março, Trump estará no banco dos réus em Washington por suas supostas tentativas de reverter o resultado das eleições de 2020, nas quais foi derrotado pelo democrata Joe Biden.
Outro julgamento tratará do suposto uso indevido de documentos secretos que Trump levou para casa depois de deixar a Casa Branca. E ele foi acusado de crime organizado na Geórgia, com acusações de que tentou anular os resultados das eleições de 2020 naquele estado do sul.
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