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Drone da CIA, interferência de radar: veja detalhes do ataque secreto dos EUA na Venezuela

Fontes ouvidas pela imprensa britânica afirmam que a operação apresenta características típicas de ações secretas da CIA

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos realizaram ataque secreto na Venezuela na véspera de Natal, visando alvos ligados ao narcotráfico.
  • A operação utilizou drones Reaper armados com mísseis Hellfire e sistemas de interferência eletrônica.
  • O ataque mirou um porto em Maracaibo, associado à produção e envio de cocaína, e foi confirmado por Donald Trump.
  • A Casa Branca planeja expandir ofensivas contra grupos criminosos e fortalecer o bloqueio naval e aéreo ao redor da Venezuela.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump classificou a ação como um 'golpe muito duro' contra o regime de Nicolás Maduro Reprodução/X/@Southcom

Os Estados Unidos realizaram um ataque secreto contra alvos ligados ao narcotráfico na Venezuela na véspera de Natal. A operação - confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, - teria utilizado drones Reaper armados com mísseis Hellfire e sistemas de interferência eletrônica para atingir um porto em Maracaibo associado à produção e ao envio de cocaína.

De acordo com a apuração, o ataque foi executado durante a madrugada e teve como alvo uma estrutura usada para armazenamento e processamento de drogas. O presidente Donald Trump classificou a ação como um “golpe muito duro” contra o regime de Nicolás Maduro, mas evitou explicar publicamente como a ofensiva foi conduzida.


Fontes ouvidas pelo jornal britânico The Sun afirmam que a operação apresenta características típicas de ações secretas da CIA. Um ex-agente da agência, com atuação anterior na Venezuela e em outros países da América Latina, disse que os ataques provavelmente foram realizados com drones MQ-9 Reaper operados pela inteligência americana.

Segundo ele, as aeronaves podem permanecer por horas sobre a área do alvo em grandes altitudes, fora do alcance de radares convencionais. “Os drones poderiam circular por horas acima da área, enquanto sistemas de interferência eletrônica cegariam os radares venezuelanos”, afirmou.


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O ex-oficial explicou que aeronaves EA-18G Growler da Marinha dos EUA, especializadas em guerra eletrônica, podem ter sido usadas para neutralizar as defesas aéreas locais. Alguns desses aviões estão estacionados em uma base naval em Ceiba, em Porto Rico.

Os mísseis Hellfire teriam sido escolhidos pela precisão. Segundo a fonte, isso reduziria o risco de danos colaterais e de vítimas civis. Não houve relatos oficiais de feridos divulgados pelo governo venezuelano após o ataque.


Imagens e relatos indicam que alguns mísseis atingiram diretamente fardos de cocaína empilhados nas docas do porto. Um incêndio de grandes proporções foi registrado após uma explosão, mas autoridades locais não confirmaram a causa.

O ex-agente afirmou que a área vinha sendo monitorada pela CIA havia meses. Espiões em solo teriam repassado informações sobre o carregamento da droga, as rotas e as pessoas envolvidas. “Nossos homens saberiam exatamente o que estava acontecendo lá”, disse. “A localização dos depósitos de drogas em Maracaibo já era conhecida por meio de comunicações interceptadas.”


Posteriormente, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confirmou que o local atingido abrigava uma fábrica de cocaína. Segundo ele, a instalação estaria sob controle do grupo guerrilheiro ELN. “Sabemos que Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo, que temíamos que estivesse misturando pasta de coca para produzir cocaína”, afirmou.

Nem o Pentágono nem o Comando de Operações Especiais dos EUA assumiram a responsabilidade pela operação. O silêncio reforçou a avaliação de que a ação foi conduzida pela CIA, que raramente comenta operações do seu Centro de Atividades Especiais.

Questionado sobre o envolvimento da agência, Trump respondeu durante uma coletiva de imprensa. “Não quero dizer isso. Sei exatamente quem foi, mas não quero dizer quem foi.”

O porto de Maracaibo é apontado como um centro logístico do grupo criminoso Tren de Aragua, usado para armazenar e distribuir cocaína pelo Caribe e para os Estados Unidos. A ofensiva marcou a primeira vez em que Trump autorizou ataques diretos a instalações em terra firme na Venezuela, após meses de ações contra embarcações de narcotráfico em alto-mar.

Fontes de inteligência afirmam que a Casa Branca pretende ampliar a ofensiva, mirando alvos ligados ao Cartel de los Soles e ao Tren de Aragua. O objetivo seria destruir a infraestrutura dessas organizações e enfraquecer financeiramente o governo Maduro, acusado pelos EUA de se sustentar com recursos do tráfico de drogas.

Um bloqueio naval e aéreo foi imposto ao largo da costa venezuelana, o que levou ao acúmulo de drogas em pontos de armazenamento em terra. Esses locais, segundo fontes americanas, devem continuar na mira de novos ataques nas próximas semanas.

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