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Efeitos sobre o petróleo estão ‘muito tímidos’ em relação ao tamanho da guerra, diz Abespetro

Irã afirmou nesta quinta (5) que o Estreito de Ormuz está fechado para navios dos EUA, de Israel e da Europa

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã fechou o Estreito de Ormuz para navios dos EUA, Israel e aliados ocidentais.
  • Tráfego na região caiu drasticamente desde o início da guerra no Oriente Médio.
  • Preços do petróleo subiram, afetando a economia global, mas os efeitos ainda são considerados tímidos.
  • Política de preços nos EUA é rápida e impacta imediatamente, ao contrário do que ocorre no Brasil com a Petrobras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã afirmou nesta quinta-feira (5) que o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, está fechado apenas para os navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais. O tráfego na região praticamente desapareceu desde o começo da guerra. Por isso, os preços do petróleo dispararam e ameaçam impactar a economia global.

Em entrevista ao Conexão Record News, Telmo Ghiorzi, presidente-executivo da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo), afirma que o conflito no Oriente Médio tem muito mais potencial de provocar efeitos mais relevantes sobre o petróleo do que a guerra entre Rússia e Ucrânia.


Fotografia aérea do Estreito de Ormuz, no Irã, onde uma grande faixa de costa árida é cercada pelo mar. No centro, há uma ilha rochosa de formato irregular
Tráfego no Estreito de Ormuz praticamente desapareceu desde o começo da guerra Reprodução/Record News

“Porém, apesar de uma guerra intensa, não produziu esses efeitos ainda. Os efeitos estão muito tímidos, comparados ao tamanho da guerra, à magnitude dessa guerra”, completa Ghiorzi.

Sobre o fechamento da passagem, ele alerta que “é difícil ter uma alternativa para essa decisão, não só por causa do Estreito de Ormuz, mas porque 20% do petróleo do mundo circula naquela região. Então, se o estreito continuar bloqueado, o efeito é enorme.”


Segundo Ghiorzi, a política de preços americana não funciona da mesma forma que no Brasil. “Os Estados Unidos adotam uma política que é quase imediata com relação a preços internacionais. Então, qualquer flutuação no mundo tem um efeito imediato nos Estados Unidos, em dias, às vezes horas. Diferentemente do Brasil, em que nós somos muito dependentes das decisões da Petrobras com relação ao petróleo”, explica.

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