El Salvador: Tribunal absolve mulher condenada a 30 anos por aborto
Evelyn havia sido estuprada por um membro de uma gangue. El Salvador é um dos seis países do mundo, onde o aborto é proibido de todas as formas
Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com Reuters

Um tribunal salvadorenho absolveu uma mulher que havia sido condenada por homicídio qualificado depois que deu à luz um natimorto, afirmou nesta segunda-feira (19) a advogada Bertha DeLeon, em um julgamento que reverte uma prisão de 30 anos.
A acusada Evelyn Hernandez, de 21 anos, já cumpriu três anos da sentença de três décadas, depois que os promotores disseram que ela havia induzido um aborto. Na época, a mãe da moça foi acusada de ser cúmplice.
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A defesa de Hernandez, por outro lado, argumentou que a jovem não sabia da gravidez e que ela havia sido estuprada pelo membro de uma gangue. Ainda assim, ela foi condenada há 30 anos de prisão em seu primeiro julgamento, em julho de 2017.
Depois que sua pena foi anulada, Hernandez tentou recuperar sua vida. Arranjou um emprego de meio período e retomou os estudos.
Aborto proibido
El Salvador é um dos seis países do mundo, onde o aborto é proibido de todas as formas.
No país, a prática é punida com 8 anos de prisão. Contudo, rotineiramente, as jovens são acusadas de homícidio agravado. Para esse crime, a pena é de 30 anos de encarceramento.
Nos últimos anos, ativistas, entidades internacionais e advogados dos direitos humanos se uniram em defesas das mulheres que foram presas nessas condições.
Por conta dessa força-tarefa, desde 2009, 38 mulheres saíram da prisão, outras 16 seguem presas e três estão com processos judiciais em andamento, como era o caso de Hernandez.
Este é o primeiro julgamento que acontece desde que o presidente Nayib Bukele assumiu o poder. Ele já se manifestou contra a punição de mulheres pobres que tiveram "abortos espontâneos".
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