Em atividade, vulcão obriga 6.400 pessoas a deixar residências no Chile
Internacional|Do R7
Santiago/Puerto Montt, 24 abr (EFE).- Cerca de 6.400 pessoas foram obrigadas a deixar suas residências devido à atividade do vulcão Calbuco, localizado a mil quilômetros ao sul de Santiago, no Chile, e que na última quarta-feira entrou em erupção após 42 anos inativo. As autoridades ordenaram na tarde desta sexta-feira a retirada imediata de aproximadamente 2.000 pessoas das localidades de Chamiza, Lago Chapo e Correntoso, na região de Los Lagos, que se somam a outras 4.400 que tiveram que buscar abrigo ou se hospedar em outros lares nos dois últimos dias. O motivo do novo deslocamento é que os técnicos do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) identificaram a presença de um fluxo de sedimento e água da encosta do vulcão em direção ao rio Correntoso, que pode transbordar e inundar áreas povoadas. A retirada preventiva deve ser realizada em menos de duas horas, e os deslocados serão hospedados temporariamente em três colégios que foram habilitados como albergues na cidade de Puerto Montt, conforme explicou o ministro do Interior chileno, Rodrigo Peñailillo, em breve declaração na sede do Escritório Nacional de Emergência (Onmei). Peñailillo viajará neste sábado à região afetada pela erupção, onde, por ordem da presidente, Michelle Bachelet, permanecerá o tempo que for necessário para coordenar as tarefas de emergência e auxiliar a população. Também está na região afetada o ministro de Obras Públicas, Alberto Undurraga, que viajou na quinta-feira junto com a governante e os ministros de Agricultura, Carlos Furche; Saúde, Carmen Castillo, e Defesa, Jorge Burgos. As autoridades mantêm o estado de exceção e de catástrofe nas regiões próximas ao Calbuco, além de uma zona de exclusão de 20 quilômetros em torno do vulcão para proteger a população. Após as duas erupções nas últimas 48 horas foram formadas diversas crateras no vulcão, pelas quais continuam saindo fumaça, cinza e pedras. Além disso, foram registrados cerca de 1.600 abalos sísmicos como consequência da atividade vulcânica. Nesta sexta-feira, a autoridade militar - que está encarregada da situação após o estado de exceção por catástrofe decretado na quarta-feira pela presidente Bachelet - permitiu a alguns habitantes retornar temporariamente a suas casas, para observar o estado dos imóveis e alimentar o gado. "Não é descartável que nas próximas horas possamos ter uma nova erupção, provavelmente não do mesmo nível das que houve, mas seguimos em alerta vermelho e em uma situação complexa", advertiu o diretor do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin), Rodrigo Álvarez. As cinzas do Calbuco tingiram de cinza os locais próximos ao vulcão e avançaram rumo ao norte, em direção às regiões de Bío-Bío, Maule, O'Higgins e Valparaíso, essa última a menos de 200 quilômetros de Santiago. Os restos da erupção também chegaram ao sudoeste da Argentina, como ocorreu quando o complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle entrou atividade em 2011, e na manhã da sexta-feira atingiram o Uruguai, onde voos comerciais precisaram ser suspensos. As companhias aéreas chilenas Lan e Sky anunciaram que retomaram nesta sexta-feira os voos com partida e chegada em Puerto Montt, por isso foi restabelecida a conexão aérea com a região afetada. A presidente chilena, Michelle Bachelet, viajou até o local na quinta-feira para ver o impacto das cinzas na agricultura e na pecuária e visitar os refugiados junto com quatro ministros. O Chile é um dos países com mais vulcões no planeta - cerca de dois mil, com mais de 5.000 crateras, a maioria na cordilheira dos Andes, mas apenas 90 deles estão ativos e registram média de uma erupção a cada oito meses. mc/vnm/id (foto) (vídeo)















