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Em cerimônia histórica, bandeira cubana é hasteada na embaixada em Washington

A bandeira americana não será hasteada em Cuba até a visita do secretário de Estado John Kerry

Internacional|Do R7, com EFE e Reuters

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Centenas de jornalistas e curiosos se concentram em frente à nova embaixada de Cuba em Washington
Centenas de jornalistas e curiosos se concentram em frente à nova embaixada de Cuba em Washington
Desde esta segunda-feira é formalmente efetiva essa restauração diplomática entre os dois países
Desde esta segunda-feira é formalmente efetiva essa restauração diplomática entre os dois países

A bandeira nacional de Cuba foi hasteada na embaixada cubana em Washington nesta segunda-feira (20) pela primeira vez em 54 anos, à medida que os Estados Unidos e Cuba restauraram formalmente suas relações, abrindo um novo capítulo de comprometimento entre os ex-rivais na Guerra Fria.

O ministro de Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, compareceu à reinauguração da embaixada, um marco diplomático que começou com o anúncio do presidente norte-americano, Barack Obama, e do presidente cubano, Raúl Castro, em 17 de dezembro.


Com o restabelecimento das relações cortadas há mais de cinco décadas, a embaixada norte-americana em Havana também foi oficialmente reaberta.

Cerimônia histórica


Dezenas de meios de comunicação internacionais se congregaram desde a madrugada nos arredores do edifício, situado em pleno Malecón, para cobrir este dia histórico em que será aberta uma nova etapa entre os dois países que foram inimigos durante mais de meio século e hoje recuperaram os laços diplomáticos quebrados desde 1961.

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Para a cerimônia oficial de abertura da embaixada será preciso esperar o secretário de Estado de EUA, John Kerry, que visitará Cuba no dia 14 de agosto, segundo informou hoje a rede de televisão CNN.

O acontecimento não alterou a habitual imagem na zona onde antes ficava o Escritório de Interesses de EUA, ao qual centenas de cubanos iam diariamente para realizar trâmites migratórios.


Os que hoje estavam na fila manifestaram aos jornalistas esperança e entusiasmo perante a nova etapa aberta entre Cuba e Estados Unidos, embora também haja alguns mais cautelosos. Yuniet Romeo, uma mulher de 30 anos de Santiago de Cuba, disse à Agência Efe que espera "sejam agilizados" os procedimentos das viagens temporárias para os cubanos que querem ir ver seus parentes que residem nos Estados Unidos e também o contrário.

Não faltaram também os visitantes curiosos que se aproximaram da Embaixada americana para viver o momento, como o caso de vários turistas do Brasil, Porto Rico e México, entre outros países.

Uma delas, Anastasia Romero, mexicana de origem cubana de 20 anos e de visita na ilha pela primeira vez, manifestou que se aproximou da zona para celebrar "a união de dois países que nunca deviam ter se separado".

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Cuba e Estados Unidos inauguram hoje uma nova era com o restabelecimento de suas relações diplomáticas, quebradas em 1961, e a reabertura de suas embaixadas em Havana e Washington.

Desde esta segunda-feira é formalmente efetiva essa restauração diplomática e com isso as até agora seções de interesses de ambos países se transformam em embaixadas, o que culmina na primeira fase do histórico degelo anunciado há sete meses, em 17 de dezembro de 2014, pelos presidentes Barack Obama e Raúl Castro.

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