Em interrogatório, sequestrador de Cleveland diz que temeu ser descoberto
Internacional|Do R7
Washington, 6 set (EFE).- O sequestrador de Cleveland, Ariel Castro, que durante mais de dez anos manteve três jovens presas em sua casa, disse durante os interrogatórios que temeu ser localizado várias vezes durante o tempo que durou o sequestro, mostram vídeos policiais exibidos nesta sexta-feira pela emissora "NBC". Castro, que foi encontrado nesta semana morto enforcado em sua cela em Columbus, em Ohio, confessou após sua prisão que ligou para a mãe de uma das meninas, Amanda Berry, pouco tempo depois de sequestrá-la. "Acho que disse algo como que tinha a sua filha, e que ela estava bem, e agora era minha esposa, algo assim, provavelmente não essas palavras exatas", afirmou no vídeo Castro, que tinha 53 anos e era de origem porto-riquenha. Quando os investigadores perguntaram pela resposta da mãe de Amanda, Castro disse que simplesmente "desligou", após contar que fez a ligação do celular da menina. O sequestrador foi condenado a prisão perpétua por homicídio agravado, por bater em uma das mulheres durante o cativeiro até provocar um aborto, e pelas outras quase mil acusações que enfrentava, centenas delas de estupro. Castro prendeu em sua casa Michelle Knight, Gina DeJesús e Berry, sequestradas respectivamente em 2002, 2003 e 2004, e que recuperaram a liberdade em 6 de maio quando, por uma distração de seu sequestrador, uma delas conseguiu escapar e pedir socorro aos gritos. O sequestrador contou no vídeo que as câmeras de segurança da escola de DeJesus provavelmente teriam capturado sua imagem apenas 15 minutos antes de ela ter sido sequestrada. "Poderiam ter solucionado o caso ali mesmo", disse. Por último, ele também afirmou que a filha que teve com Berry no cativeiro sempre perguntava por que todas as portas da casa ficavam sempre fechadas. Castro reconheceu que quando foi capturado deixou uma das portas do quarto abertas: "Baixei a guarda", contou nos interrogatórios. Embora estivesse sob estreita vigilância na prisão, Castro não contava com proteção contra suicídio, por isso as autoridades penitenciárias investigam as circunstâncias de sua morte. EFE afs/cd/id












