Em meio a negociações, prudência é essencial no Estreito de Ormuz, avalia especialista
Estados Unidos divulgaram novas orientações para navios comerciais que transitam pela região
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Em meio ao cenário tenso com o Irã, os Estados Unidos divulgaram novas orientações para navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma passagem que fica ao sul do país oriental, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
A administração marítima do Departamento de Transportes dos EUA declarou que, de agora em diante, é aconselhado que navios comerciais norte-americanos fiquem o mais longe possível das águas territoriais do Irã e neguem verbalmente a permissão de abordagens das forças iranianas caso solicitado.

O comunicado deixa claro, entretanto, que as tripulações não deveriam resistir à força das tropas iranianas. As medidas podem parecer drásticas, mas o governo local já apreendeu navios comerciais e petroleiros que navegavam pela região, por supostamente estarem contrabandeando mercadorias. Além disso, autoridades do país também haviam ameaçado fechar parcialmente a passagem. Uma decisão estratégica, devido às consequências que tal ação causaria para o setor petrolífero.
“É essa região que permite que todo petróleo produzido na Península Arábica possa ser escoado para o mercado europeu e a partir daí chegue no mundo inteiro, inclusive nos Estados Unidos”, explicou o pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), Lier Ferreira, que também afirmou que diversas empresas transportadoras, em sua maioria estadunidenses, operam no local.
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O cenário atual das negociações nucleares entre o Irã e os Estados Unidos influenciaram a postura adotada por este último, que segundo Ferreira, é prudente e visa evitar qualquer desgaste diplomático no momento em que um acordo benéfico para ambas as partes torna-se cada vez mais sério.
Ainda assim, o especialista antecipa que a resolução final vai contar com cláusulas que beneficiem Israel: “Esse é o principal aliado dos EUA junto da Arábia Saudita no Oriente Médio. Qualquer negociação terá que contemplar de alguma forma os interesses e necessidades israelenses, o que é um complicador”, conclui durante o Conexão Record News desta terça (10).
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