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Em reunião tensa, Putin e Obama discordam sobre Síria

Internacional|Do R7

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Por Roberta Rampton e Alexei Anishchuk

ENNISKILLEN, Reino Unido, 17 Jun (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divergiu de seu colega russo, Vladimir Putin, a respeito de como acabar com a guerra da Síria, em um gélido encontro nesta segunda-feira durante a cúpula do G8 na Irlanda do Norte.


Os dois presidentes admitiram ter posições conflitantes sobre a guerra civil na Síria, mas concordaram que é preciso promover o diálogo e conter a violência. Ambos pareciam tensos e desconfortáveis ao falarem com jornalistas após cerca de duas horas de reunião. Putin olhava para o chão enquanto falava e Obama em poucos momentos dirigiu o olhar ao colega.

"As nossas posições não coincidem totalmente, mas estamos unidos por uma vontade comum de acabar com a violência, conter o número crescente de vítimas na Síria, resolver os problemas por meios pacíficos, incluindo as conversações de Genebra", disse Putin.


Obama tentou amenizar o clima no fim da reunião, falando sorridente sobre judô, mas Putin, que é faixa-preta no esporte, respondeu que o norte-americano estava apenas tentando descontrai-lo. Esse foi o primeiro encontro entre os dois governantes em um ano.

A guerra civil síria domina a pauta da cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) na Irlanda do Norte, região que já foi assolada por décadas de conflito sectário, mas que a Grã-Bretanha busca hoje exibir como modelo de reconciliação. Putin é o único aliado do governo sírio entre os oito líderes reunidos.


Obama disse que "a respeito da Síria, temos perspectivas diferentes sobre o problema, mas partilhamos de um interesse em reduzir a violência, proteger as armas químicas e assegurar que elas não sejam usadas nem sejam alvo de proliferação".

Ele acrescentou que os dois presidentes instruíram suas respectivas equipes para que preparem uma conferência de paz sobre a Síria em Genebra.


Sobre o Irã, Obama acrescentou que Putin manifestou otimismo cauteloso sobre um diálogo agora que um moderado, Hassan Rohani, foi eleito presidente. Governos ocidentais acusam a República Islâmica de tentar desenvolver armas nucleares, algo que Teerã nega.

(Reportagem adicional de Kate Holton e Jeff Mason, em Enniskillen; e de Gabriela Baczynska, em Moscou)

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