Em vídeo, rapper alemão participa de decapitação do Estado Islâmico na Síria
Desso Dogg teria morrido em 2014, mas autoridades alemãs confirmam recentemente que ele continua vivo
Internacional|Do R7

O rapper alemão Denis Cuspert, conhecido como Desso Dogg, apareceu recentemente em um vídeo do EI (Estado Islâmico) em que prisioneiros do grupo radical são decapitados.
Em 2014 muitos acreditavam que o músico estivesse morto, entretanto hoje após o vídeo confirmou-se que ele está vivo e é um dos principais líderes no recrutamento para o EI.
Deso Dogg apareceu em um vídeo brutal de dois minutos onde se realizam decapitações.
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No vídeo, ele pega a cabeça de um dos homens mortos, enquanto a exibe e fala frente as câmeras.
— Eles receberam a pena de morte por lutar contra o Estado Islâmico. Neste vídeo você consegue apreender o que pode e não pode fazer.
Deso Dogg foi “morto” em abril do ano passado, mas a agência de segurança da Alemanha confirmou que ele ainda está vivo e combate para o EI. No começo deste ano ele apareceu em outro vídeo jurando fidelidade ao chefe Abu Bakr al-Bghdadi.
O Serviço de inteligência da Alemanhã o qualifica como um terrorista global.
Quem é Deso Dogg?

Historicamente, alguns rappers já foram mortos em trocas de tiros. Mas a história de Denis Mamadou Cuspert foi totalmente diferente. O conhecido rapper, hoje aparece com bombas e granadas cantando “bem no centro da cidade ou no metrô, eu posso apertar o botão e explodir”
Filho de uma alemã e um africano, Deso Dogg é conhecido como Abu Talha al- Amani.
Ele gravou três álbuns quando era rapper e encerrou sua carreira em 2010, para ser converter ao Islã. Dogg foi adotrinado por um mentor da Police Sharia, que patrulhava as ruas alemãs.
Antes de se mudar para Egito, o rapper ameaçou a Alemanha de um possível ataque terrorista. Foi também condenado por posse ilegal de armas.
Quando chegou à Síria, publicou um vídeo rindo enquanto segurava granadas nas mãos. Hoje a sua missão é recrutar combatentes em grupos muçulmanos da Alemanha.
O Serviço de Inteligência Alemã advertiu recentemente que o número de extremistas na Alemanha até final de 2014 foi 7.000. No ano 2011, foram 3.800.
Além das ameaças terroristas, o aumento de extremistas forçou um debate no país com respeito a políticas de imigração e contribuiu ao racismo coletivo e ao ativismo da extrema- direita.











