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Emir do Kuwait pede que países árabes deixem diferenças de lado

Internacional|Do R7

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Kuwait, 25 mar (EFE).- O emir do Kuwait, xeque Al-Sabah al Ahmed Al-Sabah, pediu nesta terça-feira aos países árabes "unificarem posturas" e deixarem de lado as diferenças surgidas ultimamente, em alusão à crise política entre os Estados do Golfo. Em seu discurso de inauguração da XXV Cúpula Árabe, Al-Sabah advertiu que "aumentaram as diferenças" entre os países árabes, o que afeta "seus valores e esperanças". No entanto, sublinho: "O espaço de consenso entre nós é maior que o da diferença, por isso devemos aproveitá-lo para continuar avançando". O secretário-geral da Liga Árabe, o egípcio Nabil al Araby também falou de sua esperança em que o lema de hoje - "Cúpula da solidariedade para um futuro melhor"- "se materialize com passos tangíveis para superar a delicada etapa que os laços árabes atravessam". Por sua vez, o príncipe herdeiro saudita, Salman bin Abdelaziz disse que a região "precisa de estabilidade, segurança e laços naturais nos quais impere a confiança, o respeito mútuo e a não-intervenção nos assuntos internos de outros países". A Arábia Saudita, o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos retiraram em 5 de março seus embaixadores do Catar, em protesto contra a suposta ingerência de Doha em seus assuntos. No fundo da crise entre esses países está sua diferente relação com a Irmandade Muçulmana, apoiada pelo Catar e com as autoridades interinas do Egito, no poder após a destituição do presidente islamita Mohammed Mursi, em julho passado. Quanto a isso, o emir do Catar, xeque At-Ta'mim bin Hamad Al-Thani, desejou ao Egito "estabilidade política e segurança" e defendeu pôr fim às divisões. Al-Thani considerou, no entanto, que "não se pode rotular de terroristas grupos inteiros", em alusão à medida adota pelo Egito e pela Arábia Saudita contra a Irmandade Muçulmana. Ao todo, 13 chefes de Estado participam da cúpula, com as notáveis ausências do rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz; do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa bin Zayed al-Nahyan; e do rei de Bahrein, Hamad bin Issa al-Khalifa. EFE mh-aj/tr

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