Internacional Empresa aérea afegã retoma voos locais nesta sexta-feira (3)

Empresa aérea afegã retoma voos locais nesta sexta-feira (3)

Talibã segue negociando com Qatar e Turquia para que o país volte a receber voos internacionais, mas não há um prazo

  • Internacional | Do R7, com AFP

Empresa aérea do Afeganistão volta a operar no aeroporto de Cabul nesta sexta-feira (3)

Empresa aérea do Afeganistão volta a operar no aeroporto de Cabul nesta sexta-feira (3)

Reprodução Instagram/ @ariana.afghan.airlines

Os voos nacionais no Afeganistão serão retomados nesta sexta-feira (3) - disse a companhia área local Ariana à AFP.

"Recebemos a aprovação dos talibãs e das autoridades da aviação e planejamos retomar os voos hoje (sexta-feira)", afirmou o diretor da empresa, Tamim Ahmadi.

Na quinta-feira (2), o governo do Qatar anunciou que estava negociando com o atual governo afegão para reabrir o aeroporto de Cabul "o mais rápido possível".

O local estava sendo administrado pelo exército dos EUA até o fim do prazo para retirada de estrangeiros do país. Com a partida do último militar norte-americano na segunda-feira (30), o Talibã assumiu o controle também da principal portal de saída do Afeganistão.

Uma fonte da aviação civil afegã declarou ao canal Al Jazeera que, apesar dos voos domésticos serem retomados, os voos internacionais ainda vão demorar mais tempo.

A Túrquia recebeu uma proposta dos líderes do grupo extremista para dar apoio para que o aeroporto da capital volte a operar normalmente. "Os talibãs nos pediram cooperação, assim como outros países, para a reabertura. Estamos analisando todas elas", declarou o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu.

A reabertura do aeroporto é um tema abordado de forma mais ou menos direta por todos os interlocutores que o Qatar recebeu esta semana, como os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e Holanda.

"É muito importante que os talibãs mostrem o compromisso para fornecer uma via segura (para a saída do país) e para (garantir) a liberdade de movimento para o povo afegão", disse Mohamed bin Abdelrahman al Thani.

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