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Encontro entre Rússia, Ucrânia e EUA é importante para construir diálogo entre países, afirma professor

Reunião trilateral acontece nesta sexta-feira (23) com objetivo de negociar o fim do conflito no Leste Europeu

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reunião entre Rússia, Ucrânia e EUA acontece nesta sexta-feira (23) para negociar o fim do conflito no Leste Europeu.
  • Expectativa é construir um diálogo e aumentar a confiança entre os países, segundo o professor Paulo Velasco.
  • Questões territoriais e garantias de segurança para a Ucrânia são pontos de desencontro nas conversas.
  • Discordância sobre a adesão da Ucrânia à OTAN é um dos principais impasses na resolução do conflito.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rússia, Ucrânia e Estados Unidos vão se reunir nesta sexta-feira (23) pela primeira vez para negociar o fim da guerra no Leste Europeu. A decisão foi tomada depois do encontro entre os presidentes Donald Trump e Volodymyr Zelensky, na Suíça.

Em entrevista ao Conexão Record News, Paulo Velasco, professor de política internacional, diz que a expectativa do encontro é de construção e um diálogo entre os países. “A ideia é que, a partir desse momento, consiga se construir alguma forma de diálogo, consiga se avançar em termos de confiança mútua entre Moscou e Kiev, esse é um ponto muito sensível. Não há até aqui uma confiança muito clara nas posturas assumidas pelos dois lados na guerra, então é importante um diálogo franco, aberto e direto”, afirma.


Professor diz que encontro entre países é uma oportunidade para avançar na resolução do conflito Reprodução/Record News

Segundo Velasco, essa é uma oportunidade que se abre, a partir de uma presença e de uma interação mais direta dos representantes de cada um dos três países, para que se possa avançar na resolução no momento em que o conflito se aproxima de completar quatro anos.

“Ao lado da questão territorial, as garantias de segurança para a Ucrânia são um ponto de desencontro que tem atrapalhado as conversas e os avanços em direção, pelo menos, ao cessar-fogo. É legítimo o governo ucraniano querer algum tipo de garantia para que no futuro a Rússia não volte a fazer o que fez em 2022, não volte a assediar o território ucraniano, não volte eventualmente a invadir e atentar contra a soberania e a integridade territorial da Ucrânia”, explica.


O professor destaca também a discordância de Zelensky sobre o ingresso da Ucrânia na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) como um dos impasses para a resolução. “A Rússia não aceita isso de bom grado, porque entende que a presença de soldados estrangeiros de países europeus em território ucraniano, é uma afronta e uma ameaça à própria segurança e sobrevivência russa. Então é difícil imaginar que se possa chegar a um ponto de equilíbrio nessa questão em particular”, completa.

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