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Engenheira aeroespacial se torna a primeira cadeirante a ir ao espaço

Michaela voou a bordo da cápsula New Shepard da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos

Internacional|Jackie Wattles, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Michaela Benthaus, engenheira aeroespacial, torna-se a primeira cadeirante a viajar ao espaço.
  • O voo ocorreu em uma cápsula New Shepard da Blue Origin e durou cerca de 10 minutos.
  • Ela planejou usar uma cinta para aproveitar a microgravidade e observar a Terra pela janela.
  • Benthaus arrecada fundos para a Wings for Life, organização de pesquisa sobre lesões na medula espinhal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Benthaus planeja usar sua experiência para melhorar a inclusão de futuros passageiros com deficiência Reprodução/Instagram/@blueorigin

Michaela Benthaus, uma engenheira aeroespacial e de mecatrônica alemã de 33 anos da ESA (Agência Espacial Europeia), acaba de se tornar a primeira usuária de cadeira de rodas a viajar além da Linha de Kármán — uma demarcação comum para o espaço sideral que fica a 100 quilômetros acima do nível do mar.

Sua viagem histórica a bordo de uma cápsula New Shepard da Blue Origin decolou na manhã de sábado (20), partindo das instalações de lançamento da empresa perto de Van Horn, no Texas.


A missão, conhecida como NS-37, é o 16º lançamento de turismo espacial suborbital realizado pela Blue Origin, a empresa de foguetes financiada por Jeff Bezos fundada em 2000 com o objetivo de expandir o acesso ao espaço — mesmo para entusiastas que não se encaixam no molde típico de um astronauta.

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“Eu sempre quis ir ao espaço, mas nunca considerei isso algo que eu pudesse realmente fazer”, disse Benthaus à CNN Internacional antes do voo.


“Talvez o espaço seja para pessoas que têm uma perna amputada, mas ainda conseguem caminhar um pouco”, disse Benthaus, questionando-se antes de garantir um assento em uma cápsula New Shepard. “Talvez ter uma lesão na medula espinhal seja uma deficiência grande demais”.

Benthaus, uma aventureira de longa data, lesionou sua medula espinhal em um incidente de mountain bike em 2018.


Ela disse à CNN Internacional que seu entusiasmo pela exploração espacial cresceu a partir daí, enquanto focava suas paixões em desafios de engenharia e pesquisa que poderia enfrentar dependendo de uma cadeira de rodas para mobilidade.

Seu voo a bordo da New Shepard durou cerca de 10 minutos, enquanto o foguete acionava seus motores para impulsionar Benthaus e seus cinco colegas de tripulação a mais de três vezes a velocidade do som e voar além da Linha de Kármán.


Tornando o espaço acessível

A New Shepard foi projetada para oferecer aos passageiros alguns minutos de ausência de gravidade no topo da trajetória de voo, conforme a gravidade começa a arrastar a cápsula de volta à Terra.

Benthaus disse à CNN Internacional em uma entrevista pré-voo que planejava usar uma cinta especial para manter suas pernas presas ao sair de seu assento para desfrutar da microgravidade e olhar pela janela para uma visão singular da Terra.

Ela observou que já havia experimentado a microgravidade anteriormente durante um voo de treinamento parabólico a bordo de uma aeronave. Por isso, esperava estar mais interessada em absorver as vistas panorâmicas do que em dar cambalhotas na cabine.

Benthaus também pretende usar o que aprender para melhorar a experiência de futuros passageiros que possam estar em uma situação semelhante.

Após sair da cápsula da Blue Origin no sábado, ela notou que a cinta funcionou “muito bem”.

“Eu realmente amei a vista e a fase de microgravidade, mas também amei toda a subida”, disse Benthaus sobre sua experiência. “Foi tão legal sentir cada estágio da subida”.

Além de oferecer alguns minutos de ausência de gravidade, a New Shepard também pode sujeitar os passageiros a forças G intensas — incluindo até 5Gs durante a descida da cápsula.

Ela havia notado que não estava claro antes do voo se conseguiria retornar ao seu assento sem assistência. Hans Koenigsmann, um ex-executivo da SpaceX e amigo de Benthaus, voou ao seu lado e foi treinado para fornecer assistência se necessário.

Quando questionado sobre sua experiência, Koenigsmann disse: “Eu não esperava que fosse tão intenso, para ser sincero. Foi mais intenso do que eu pensava”.

“Os movimentos são mais lentos — são mais lentos, mas são mais vigorosos”, disse ele.

Como parte de sua jornada espacial, Benthaus está arrecadando dinheiro para a organização sem fins lucrativos de pesquisa de lesões na medula espinhal Wings for Life.

Jared Isaacman, o bilionário empresário de tecnologia que esta semana foi empossado como o próximo administrador da Nasa, elogiou a missão.

“Parabéns, Michi! Você acaba de inspirar milhões a olharem para cima e imaginarem o que é possível”, escreveu ele em uma postagem nas redes sociais.

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