Entenda o que é o Relógio do Apocalipse, que alerta para risco global
Iniciativa tem o objetivo de promover conversas e o o engajamento público em questões científicas
Internacional|Do R7
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Lançado há 87 anos, o Relógio do Apocalipse foi reajustado, na terça-feira (27), como faltando 85 segundos para a meia-noite. A marca representa a mais crítica desde a sua criação pelo Conselho de Ciência e Segurança (SASB, na sigla em inglês) do Boletim dos Cientistas Atômicos.
Também conhecido como “Doomsday Clock”, o Relógio do Apocalipse, reajustado 27 vezes, tenta avaliar o quão próximo a humanidade está de destruir o mundo.
Na prática, ele funciona como uma metáfora que alerta a sobre os perigos que deverão ser enfrentados caso se queira sobreviver no planeta. Quanto mais próximo o ponteiro do relógio estiver da meia-noite, considerado o seu ponto de aniquilação, mais perto o mundo estaria de seu fim.
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Vale destacar que o horário indicado pelo relógio não pretende prever o futuro ou medir ameaças, mas sim promover conversas e o o engajamento público em questões científicas.
O reajuste é definido pelo SASB, composto por pesquisadores e outros especialistas com profundo conhecimento em tecnologia nuclear e ciência climática e que frequentemente fornecem consultoria especializada a governos e agências internacionais.
Na alteração deste ano, a entidade afirma que entendimentos globais estão ruindo, acelerando uma competição entre grandes potências, mudanças climáticas, uso indevido da biotecnologia, a ameaça potencial da inteligência artificial e outros perigos apocalípticos.
A SASB fez um apelo por ações para limitar os arsenais nucleares, criar diretrizes internacionais sobre o uso de inteligência artificial e firmar acordos multilaterais para lidar com as ameaças biológicas globais.
Relógio do Apocalipse foi criado no pós-guerra
O Relógio do Apocalipse foi criado em 1947, quando o maior perigo vinha de armas nucleares, em particular da perspectiva de que os Estados Unidos e a União Soviética estivessem caminhando para uma corrida armamentista.
O design foi pensado por Martyl Langsdorf, que ouviu cientistas que trabalhavam com bombas nucleares e debatiam as consequências da tecnologia.
Sentindo urgência em alertar o público sobre a situação, a artista esboçou um relógio que sugerisse pouco tempo para controlar as armas atômicas. A imagem foi reinventada pelo designer gráfico Michael Bierut em 2007.
Na ocasião do lançamento, o tempo foi definido como faltando sete minutos para a meia-noite. A diferença aumentou ainda mais no fim de 1991, ficando a a 17 minutos para o horário do apocalipse.
O número, até hoje, é a maior distância em relação a meia-noite e veio após a assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas entre os EUA e a União Soviética, que previa cortes nos arsenais de armas nucleares estratégicas dos dois países.
A diferença voltar a cair nos anos seguintes, com novos temas sendo incluídos ao mapeamento de risco. Em 2007, por exemplo, os cientistas consideraram, pela primeira vez, as possíveis perturbações catastróficas causadas pelas mudanças climáticas como uma ameaça.
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