Entenda o que são as ‘causas fundamentais’ que Putin alega terem motivado a guerra
Giovana Branco, pesquisadora em política russa, analisa tradicional coletiva de imprensa do presidente no fim do ano
Internacional|Do R7
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Vladimir Putin falou em uma coletiva de imprensa que o fim do conflito no Leste Europeu dependerá apenas da Ucrânia. O governante deixou claro que, para ele e seu governo, não foi a Rússia quem começou a guerra e que, por isso, o país não assumirá responsabilidade das mortes ucranianas, geradas no conflito armado.
O presidente argumentou ainda que não vê disposição por parte da Ucrânia em concordar com um acordo de paz, apesar de haver sinais de que o governo estaria disposto a dialogar. Segundo ele, Moscou deseja colocar um fim na guerra pacificamente, com base nos princípios expostos, abordando as causas que resultaram na “crise”.
“Essas falas são bastante polêmicas, justamente porque elas apresentam em sua essência a visão da Rússia sobre esse conflito [...]. Primeiro sobre essas questões das causas fundamentais, o governo russo vêm batendo muito nessa tecla, de que esse conflito só vai se resolver caso essas causas fundamentais sejam resolvidas, se referindo às leis que aconteceram na Ucrânia antes do conflito, que impediram o uso da língua russa, também algum tipo de pretensão ucraniana de entrar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)”, explica a especialista em ciência política e pesquisadora de política russa Giovana Branco ao Conexão Record News desta sexta (19).
Giovana Branco ainda pondera que o Kremlin tem uma forma própria de interpretar o direito internacional e tenta construir uma narrativa de que a Ucrânia começou a guerra.
“É uma visão muito particular da Rússia sobre o direito internacional. E justamente isso porque eles falam dessa operação militar especial e não de uma agressão, são formas diferentes de interpretar o direito internacional. Mas é uma forma extremamente polêmica, já que a gente tem de fato visto uma investida militar russa crescente nesses últimos quatro anos e como muitos pesquisadores têm observado, na verdade, 2022 é apenas o início de uma invasão em larga escala. Já havia uma presença militar russa no território ucraniano muito antes disso”, comenta.
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