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Entenda os motivos que levaram à guerra entre Paquistão e Afeganistão

Crise na fronteira se intensifica com troca de bombardeios, avanço de tropas, destruição de bases e declarações de “guerra aberta”

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Paquistão declarou “guerra aberta” contra o Afeganistão após ataques aéreos em resposta a confrontos na fronteira.
  • A escalada do conflito é resultado de acusações mútuas entre Islamabad e o governo do Talibã desde a volta deste ao poder em 2021.
  • Autoridades paquistanesas relatam a morte de 133 combatentes do Talibã, enquanto o governo afegão afirma ter perdido apenas oito soldados.
  • O impasse se intensificou nas últimas semanas, com bombardeios e troca de tiros perto da fronteira, especialmente em Torkham.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Paquistão e Afeganistão entram em confronto na fronteira entre os dois países

O Paquistão declarou estar em “guerra aberta” com o Afeganistão após lançar ataques aéreos contra Cabul e outras cidades do país vizinho na madrugada de sexta-feira (27). A escalada ocorre após semanas de confrontos na fronteira e de uma troca crescente de acusações entre Islamabad e o governo do Talibã, que voltou ao poder em 2021. Os dois lados falam em dezenas de mortos, mas apresentam versões conflitantes sobre o número de vítimas e sobre quem iniciou a ofensiva.

Segundo o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, “a paciência acabou”, e o momento agora é de enfrentamento. A declaração veio horas após o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, afirmar que forças afegãs haviam iniciado “operações ofensivas em larga escala” contra posições militares paquistanesas ao longo da Linha Durand, fronteira que divide os dois países.


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Autoridades do Paquistão afirmam que forças afegãs atacaram postos militares próximos à fronteira, o que levou Islamabad a responder com bombardeios dentro do território afegão. O primeiro ataque aéreo ocorreu por volta de 1h50 no horário local, e forças do Talibã reagiram com disparos antiaéreos.

Disputa de narrativas

O ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar, afirmou que alvos do Talibã foram atingidos em Cabul, na província de Paktia (sudeste) e em Kandahar (sul). A Associated Press informou que dois quartéis de brigada teriam sido destruídos, citando autoridades de segurança sob anonimato. Já a emissora estatal Pakistan Television declarou que diversas posições estratégicas foram “destruídas” em poucas horas, incluindo depósitos de munição e quartéis.


Também houve registros de tiros e bombardeios nas proximidades da principal passagem de fronteira entre os dois países, em Torkham, ponto estratégico que vinha sendo mantido aberto para o retorno de afegãos que deixaram o Paquistão.

Os números de mortos e feridos divergem. O porta-voz do primeiro-ministro paquistanês, Mosharraf Zaidi, afirmou que 133 combatentes do Talibã morreram e mais de 200 ficaram feridos, além da destruição e captura de dezenas de postos militares. O governo afegão, por sua vez, diz que oito combatentes morreram e 11 ficaram feridos. Cabul também afirma ter matado 55 soldados paquistaneses e capturado bases militares, versão rejeitada por Islamabad.


Por que a tensão chegou a esse ponto?

A atual escalada é resultado de um desgaste que se arrasta desde a volta do Talibã ao poder, em 2021. O Paquistão acusa o governo afegão de permitir que grupos armados atuem a partir do território afegão contra forças paquistanesas, especialmente ao longo da fronteira montanhosa e historicamente instável entre os dois países.

Cabul nega as acusações e afirma que suas ações são uma resposta a ataques anteriores do Paquistão em solo afegão. O impasse se agravou nas últimas semanas, com confrontos frequentes e relatos de mortes de ambos os lados.

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