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Entenda por que a Polônia está tomando medidas com medo de uma invasão da Rússia

Explosão ferroviária instigou fechamento do último consulado russo em território polonês

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polônia fechou seu último consulado russo após uma explosão ferroviária atribuída a colaboradores da Rússia.
  • O governo polonês considera o incidente como um ato de terrorismo de Estado.
  • A Polônia, aliada dos EUA, demonstra preocupação com as ameaças à estabilidade europeia provenientes da Rússia.
  • Moscou nega responsabilidade e acusa a Polônia de "russofobia", refletindo as tensas relações entre os dois países.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polônia respondeu a uma explosão ferroviária de suposta autoria de Moscou com o fechamento do último consulado russo no país, em medida anunciada nesta quarta-feira (19). O governo afirmou que os responsáveis pelo incidente na linha que liga a Varsóvia à fronteira com a Ucrânia foram dois ucranianos colaboradores da Rússia, que fugiram para a Bielorrússia após o ataque.

Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de política internacional Paulo Velasco destaca que, dentre os países da União Europeia, a Polônia é um dos que tem a postura mais dura em relação a Moscou. “A Polônia é um caso muito particular, porque é um ator muito grande, muito importante, bastante populoso, que tem uma história de invasões”, pontua.


Segundo professor, há preocupação do governo polonês com o que a Rússia representa de ameaça à estabilidade europeia Reprodução/Record News

Em declaração, o ministro de Relações Exteriores polonês chamou o ocorrido de ato de terrorismo de Estado. Velasco explica que o país, aliado dos Estados Unidos, se vê muito assediado pela Rússia e teme uma eventual ação. “Há uma preocupação, claro, do governo polonês com o que a Rússia representa em termos de ameaça à estabilidade europeia. E não raro vemos rusgas desse tipo”.

O governo polonês ainda pediu que países aliados restrinjam a presença de diplomatas russos na área de livre circulação de Schengen, enquanto Moscou nega responsabilidade e alega “russofobia” do lado da Polônia. “Fica essa guerra de narrativas, mas isso confirma o péssimo momento das relações entre Varsóvia e Moscou, o que tem sido uma tônica”, conclui o professor.

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