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Entenda quais são os reais interesses russos na manutenção do governo iraniano

Moscou condenou ameaças americanas de uma possível interferência no regime dos aiatolás

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo russo condenou ameaças dos EUA de interferir no governo iraniano.
  • As ameaças surgiram após manifestações no Irã que resultaram em mais de 2.000 mortes.
  • A Rússia tem interesses econômicos e estratégicos na manutenção do regime dos aiatolás.
  • A queda do governo iraniano poderia favorecer a influência dos aliados dos EUA na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo russo condenou a ameaça de uma possível interferência dos Estados Unidos no governo do Irã, um de seus grandes parceiros comerciais. Em uma conversa com autoridades iranianas, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, condenou veementemente “mais uma tentativa dos poderes estrangeiros de interferir nos assuntos internos do Irã”.

As ameaças americanas foram feitas após o aumento das tensões no país persa com as recentes manifestações que tomaram as ruas e já resultaram na morte de mais de 2.000 pessoas. Os movimentos, que inicialmente eram uma reivindicação por conta da crise econômica nacional, se tornaram marchas contra o regime dos aiatolás, que já está há décadas no comando do Irã.


Professor aponta que por ambos sofrerem sanções, Rússia e Irã se tornaram parceiros econômicos importantes Reprodução/Record News

Para Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, além de possuírem uma aliança econômica por ambos sofrerem sanções internacionais, a Rússia possui interesses no país por conta da influência na região. Para ele, a queda de um regime que possui relações com Moscou e Pequim poderia abrir espaço para a influência de aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Israel.

“Eles não estão preocupados com a população iraniana ou com as questões dos direitos humanos, as pessoas que foram brutalmente assassinadas ou desse jovem que vai ser executado. Eles estão preocupados em perder um país que seria uma zona de um país aliado, uma zona de influência contra os seus inimigos no Oriente Médio”, completa Lucena em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (13).

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