Escola de Martin Luther King e Rosa Parks é incendiada nos EUA
Polícia achou símbolo usado por supremacistas após o incêndio, que destruiu arquivos de mais de 80 anos da escola especializada em lideranças civis
Internacional|Fábio Fleury, do R7

Um incêndio, na última sexta-feira (29), consumiu uma escola especializada em direitos civis onde estudaram líderes como Martin Luther King e Rosa Parks. Segundo uma nota da ONG, publicada nesta terça-feira (2), os autores do incêndio podem fazer parte de um grupo de supremacistas brancos.
A polícia encontrou uma pixação na casa principal da escola, perto de onde funcionava o escritório, de um símbolo associado com movimentos de supremacia que atuam na região sul dos Estados Unidos, segundo o comunicado.
Leia também: Há 50 anos, assassinato interrompia o sonho de Martin Luther King
Em entrevista ao jornal Knoxville News Sentinel, o xerife local, Jeff Coffey, descreveu um símbolo semelhante a uma 'hashtag' (#). "Não é um símbolo muito conhecido ainda, mas tem sido usado por diferentes grupos supremacistas", explicou.
Coffey disse também que pediu para outros departamentos de polícia da região que verificassem o símbolo, para entender a origem.
Décadas perdidas
A Escola Popular Highlander, que ficava em New Market, no estado do Tennessee (EUA), anunciou que perdeu décadas de arquivos físicos nas chamas. O incêndio ficou localizado especialmente no prédio que abrigava os registros históricos de 87 anos de existência.
Leia também
A instituição foi fundada em 1932, durante a Grande Depressão, com o intuito de alfabetizar e capacitar adultos que trabalhavam na região, especialmente das comunidades indígenas dos Montes Apalaches.
Mais tarde, nos anos 1950 e 1960, quando a luta por direitos civis se intensificou no país, a escola se dedicou à alfabetização de cidadãos negros. Quando analfabetos, eles eram impedidos de se registrar para votar, o que servia para garantir o domínio da elite branca local na política.
Uma das músicas mais populares de protesto nos EUA, "We Shall Overcome", foi adaptada de um hino religioso pela diretora musical da Highlander, Zilphia Horton, em 1946.














