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Escola retira espelhos de banheiros porque alunos perdiam tempo com vaidade

Decisão provoca críticas de pais, que consideram a medida antiquada e prejudicial ao bem-estar dos estudantes

Internacional|Do R7

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  • A Wey Valley Academy, na Inglaterra, retirou espelhos dos banheiros para evitar aglomerações e atrasos.
  • O diretor, Steven Dyer, afirmou que a medida busca criar um ambiente mais calmo e seguro.
  • A decisão gerou críticas de pais, que consideram a mudança antiquada e prejudicial ao bem-estar dos alunos.
  • Alguns responsáveis argumentam que a falta de espelhos pode intensificar inseguranças entre os adolescentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Wey Valley Academy é uma escola localizada no sul da Inglaterra Google Street View

A Wey Valley Academy, escola localizada em Weymouth, na Inglaterra, adotou uma medida incomum para tentar lidar com problemas de comportamento e fluxo de alunos nos banheiros: retirou todos os espelhos dos sanitários.

A decisão foi tomada após a direção identificar que muitos estudantes vaidosos passavam tempo excessivo diante dos espelhos, o que gerava congestionamento e desconforto para outros jovens que precisavam usar o espaço.


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Em um e-mail enviado às famílias, o diretor Steven Dyer explicou que as aglomerações em frente aos espelhos estavam causando atrasos e tumulto, especialmente nos horários de maior movimento. Segundo ele, grupos de alunos costumavam se reunir no local, o que não apenas dificultava a circulação, mas também contribuía para episódios de comportamento inadequado.


Dyer afirmou que a remoção dos espelhos já trouxe melhorias perceptíveis no ambiente dos banheiros. O objetivo, segundo ele, é garantir que o espaço seja mais calmo, seguro e funcional. O diretor destacou ainda que o colégio continuará avaliando a medida e levará em consideração as impressões dos próprios estudantes nas próximas revisões.


Apesar disso, a decisão dividiu opiniões e trouxe forte reação de alguns responsáveis. Uma mãe, que preferiu não ser identificada, classificou a ação como ultrapassada e prejudicial. Ela relatou que uma aluna precisou trocar um piercing por um acessório transparente sem ter um espelho à disposição, o que, segundo ela, compromete a segurança nessa situação.


A mesma mãe afirmou temer que a ausência de espelhos intensifique inseguranças comuns entre adolescentes, em vez de atenuá-las. Em seu relato, disse que as próprias filhas consideram que os espelhos “não têm relação alguma com os problemas” apontados pela escola. Para ela, a atitude da direção vai na contramão de um ambiente escolar acolhedor.

Outro responsável também contestou a mudança, alegando que espelhos não servem apenas para ajustes de maquiagem ou cabelo. Segundo ele, alguns alunos podem precisar observar irritações nos olhos ou outras questões de saúde que exigem checagem rápida.

Até o momento, a escola não divulgou novos comentários oficiais sobre as críticas. A comunidade escolar segue dividida, enquanto a direção afirma que a prioridade é manter um ambiente seguro e positivo para todos os estudantes.

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