Espanha inicia abertura controlada de lojas e estabelecimentos
O processo ocorre com limitações e, por isso, irá durar até o final de junho, segundo previsões do governo
Internacional|Da EFE

A Espanha começou nesta segunda-feira (4) o fim gradual do confinamento, com a abertura de pequenas lojas e estabelecimentos de hotelaria, embora com limitações, em um processo que durará até o final de junho, segundo previsões do governo.
Após sete semanas de confinamento severo nas casas, a incidência da pandemia da covid-19 diminuiu progressivamente e de forma constante nos últimos dias.
De acordo com os dados oficiais mais recentes, na Espanha existem 218.011 casos do novo coronavírus registrados e 25.428 mortes.
A partir de hoje, poderão abrir pequenas lojas e estabelecimentos como livrarias, armarinhos e cabeleireiros, mas com hora marcada, capacidade limitada e medidas extremas de higiene e desinfecção.
Hoje também será possível ir a bares e restaurantes, mas apenas para pegar alimentos, exceto em quatro pequenas ilhas nas Ilhas Canárias e Baleares, onde a remissão da pandemia permitiu a abertura desses estabelecimentos, embora com o fluxo de pessoas sendo controlado.
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Mas muitos outros locais de trabalho também estão começando a funcionar, portanto, com a expectativa de que mais cidadãos deixem suas casas para trabalhar ou adquirir serviços, o uso de máscaras nos transportes públicos também será obrigatório a partir de hoje.
Para garantir o cumprimento dessa obrigação, o governo distribuirá 15 milhões de máscaras, embora esses dispositivos já estejam amplamente disponíveis em farmácias e outros estabelecimentos.
Os espanhóis tiveram neste fim de semana uma prévia da tão aguardada desescalada, já que desde o último sábado está permitido sair durante uma hora por dia para caminhar ou praticar esportes, com horários separados para adultos, idosos e crianças.
No entanto, apesar dos bons dados sobre a evolução da pandemia e o início da normalidade gradual, a tensão política está aumentando e o governo enfrenta críticas contínuas à sua gestão dessa crise, tanto pela oposição conservadora quanto pelos grupos nacionalistas bascos e catalães, seus apoiadores habituais no Parlamento.










