Especialista prevê ataque dos EUA ao Irã; veja análise
Diálogo seria somente um artifício para conseguir tempo para um ataque, afirma entrevistado
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O Estreito de Ormuz é um dos pontos mais estratégicos no Oriente Médio. Durante um possível conflito, um dos países da região poderia mobilizar um bloqueio capaz de impedir a passagem de navios naquele que é um dos principais polos do comércio mundial de petróleo. Por esse motivo que os exercícios militares realizados no local pela Guarda Revolucionária Iraniana, às vésperas das negociações entre Irã e Estados Unidos, são motivo de preocupação.
As tensões aumentam a cada dia que passa e as circunstâncias impostas pelo regime do país oriental geram atritos com os outros participantes das reuniões. Teerã afirma que estaria disposta a limitar o enriquecimento de urânio em troca de um alívio nas sanções, mas Washington e Tel Aviv defendem que o acordo também inclua limitações ao programa de mísseis do Irã e o apoio a grupos terroristas, pautas que já foram descartadas pelo país.

O mundo ainda aguarda a fiscalização da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) sobre a veracidade do programa nuclear local ser usado somente para fins pacíficos. Já o doutor em ciências militares e mestre em relações internacionais Marco Túlio Freitas crê em uma atitude mais direta tomada pelos EUA: “Desta vez, os Estados Unidos não aguardarão a resolução da AIEA. Acredito que eles vão atacar o Irã de uma vez”.
Ele fortalece o argumento por meio do raciocínio de que a mobilização de embarcações norte-americanas no Oriente Médio implica mais do que uma simples negociação. “Ninguém aporta tantos meios numa região somente para conversar. Muitas vezes o diálogo é apenas um artifício para se conseguir tempo para o desenlace final, que provavelmente será um ataque”, afirmou durante o Jornal da Record News desta segunda (16).
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Freitas aproveita a aparição no programa para destacar que a violenta repressão aos protestos que tomaram o país, que levou à morte de 6.000 civis por parte do regime, motivou as nações a assumirem uma postura mais rígida contra o Irã.
Ao invés de aplicar sanções — que a longo prazo destruíram a economia do país e motivaram os manifestantes, como lembra o especialista — os líderes passariam a assumir discursos mais duros e esperar o primeiro ato da maior potência ocidental, os EUA. Se a previsão de Freitas estiver correta, um novo grande conflito pode aparecer nos livros de história.
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