‘Esta é uma guerra de valores’, diz porta-voz do Exército de Israel
Conflito chega ao quinto dia com ataques de ambos os lados; israelenses não descartam um conflito longo
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã chega ao quinto dia nesta quarta-feira (4), em meio à continuidade dos ataques de ambos os lados e uma possível definição de quem será o novo Líder Supremo iraniano. Durante a manhã desta quarta, mísseis foram interceptados por forças israelenses.
Segundo as Forças de Defesa, o exército israelense intensificou os ataques contra alvos estratégicos do Irã nesta manhã, com o foco em centros de comando e estruturas da segurança interna em Teerã. Também foram alvo instalações logísticas do exército iraniano, lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea.

Em entrevista ao Hora News desta quarta, o major Rafael Rozenszajn, porta-voz do Exército de Israel, esclarece os posicionamentos e estratégias do país neste momento da guerra.
“E essa é exatamente a guerra que está sendo tratada neste momento. A guerra de valores, entre um regime terrorista, um regime extremista, um regime que deseja a destruição de Israel e, por outro lado, Israel e Estados Unidos, que representam a democracia mundial, os valores ocidentais”, defende.
Com ataques a estruturas militares e políticas do Irã, ele também destaca os ataques ao Hezbollah no Líbano — que entrou na guerra na segunda-feira.
Segundo o major, depois de apoiar o Hamas no conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, apoiar o Irã nesta guerra foi “uma decisão errada pela segunda vez” dos extremistas, algo que Israel não poderia deixar impune.
“Nós não podemos permitir que um grupo terrorista financiado pelo Irã continue lançando foguetes em direção ao nosso território. Nenhum país soberano que dá valor à sua população aceitaria uma situação como essa. E nós não vamos aceitar isso. Nós vamos continuar atacando com firmeza o Hezbollah no Líbano e o regime terrorista do Irã para que não continuem sendo uma ameaça para o território de Israel”, declara.
Sobre os objetivos do país na guerra, Rozenszajn reforça o direcionamento de atacar as estruturas vitais armamentistas e políticas do inimigo, celebrando os resultados conquistados no primeiro dia de conflito no último sábado (28). Com os ataques, grande parte da cúpula do governo iraniano morreu, incluindo o aiatolá Ali Khamenei e sua esposa.
“Nós vamos continuar indo ao Irã para atacar essas três fontes de ameaça do Irã: a primeira são os mísseis balísticos iranianos; a segunda é o problema nuclear iraniano; e a terceira fonte de ameaça são os proxies do Irã aqui no Oriente Médio, que são os grupos terroristas que são patrocinados pelo regime iraniano”, declara.
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Para evitar uma escalada, o major aponta que o único jeito para o fim do conflito seria uma rendição de Teerã, com o reconhecimento de que não ocorreriam mais ataques contra Israel. Ele ainda destaca que o conflito não possui uma data para terminar, sendo essa determinada com esta rendição ou quando o Irã não representar mais uma ameaça.
“O caminho é muito simples: o Irã levantar a bandeira branca e dizer claramente que o Estado de Israel é eterno e que não deseja mais a destruição do Estado de Israel. É muito simples. [...] O Irã há décadas exige o fim do Estado de Israel e, enquanto o Irã não entender que o Estado de Israel é eterno, essa guerra vai continuar até que o Irã não represente mais uma ameaça para o Estado de Israel”, conclui Rozenszajn.
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