Estado Islâmico destrói mosteiro construído há 1.500 anos
Padre responsável pelo Mar Elian foi sequestrado em maio
Internacional|Ansa

Os terroristas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) destruiu mais um patrimônio histórico na Síria. Os militantes reduziram a pó o mosteiro de Mar Elian, construído há 1.500 anos, que fica na cidade de Al Quariatain.
No vídeo, na verdade uma sequência de fotos, é possível ver a profanação da igreja, seguida pela re-exumação dos restos de Santo Elian de Homs, morto pelos romanos em 285, e pela destruição de toda a estrutura.
O santuário era dedicado ao santo, ficava no deserto sírio e era um dos centros católicos mais importantes do país.
O Mar Elian já havia sido restaurado por diversas vezes ao longo dos séculos e acolhia todos os anos, no dia 9 de setembro, milhares de peregrinos de toda a região.
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O local era liderado pelo padre sírio-católico Jacques Murad, que foi sequestrado no mês de maio, provavelmente, pelo próprio EI.
O religioso era muito conhecido na região por ajudar tanto católicos como muçulmanos perseguidos pelos extremistas islâmicos e foi raptado enquanto separava mantimentos para refugiados.
Esse convento é ligado ao monastério de Mar Musa, do jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, que também foi sequestrado em 29 de julho de 2013 enquanto visitava Raqqa.
Até hoje, não há nenhuma informação sobre o paradeiro do religioso italiano. No início desse mês, os jihadistas sequestraram, ao menos, 230 civis na cidade, considerada um ponto estratégico na estrada que leva até Palmira, que desde maio deste ano está nas mãos do EI, e que segue até a região montanhosa de Al Qalamun, que fica em Damasco na fronteira com o Líbano.
Destruição da história
O mosteiro de Mar Elian não é o primeiro monumento histórico destruído pelo Estado Islâmico. Com o discurso de derrubar tudo que não se encaixar na visão do islã que o grupo tem, eles já destruíram dois mausoléus em Palmira, também na Síria, e há o temor que destruam a cidade inteira — que foi erguida no século 2 e é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade.
No Iraque, onde os jihadistas têm forte presença, eles devastaram a cidade de Nimrud — que guardava obras com mais de três mil anos de história —, destruíram inúmeras obras milenares em Mosul e também devastaram Hatra, que foi fundada no século 3 a.C. e era Patrimônio da Humanidade.
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Além de detonar obras de outras religiões e povos, o EI também destrói parte da história dos muçulmanos de outras vertentes.
No ano passado, explodiram a mesquita de Al-Arbain, local de sepultamente de 40 figuras importantes do islã, e a Igreja Verde, um prédio escavado na rocha no século 7.
O grupo também é famoso por vender parte das obras que ficam nos locais históricos pela internet, como forma de financiar suas atividades.
Apenas nos últimos 12 meses, o grupo extremista Estado Islâmico tentou provocar seis ataques terroristas com potencial de causar vítimas em massa no Reino Unido. Mas a ameaça ao país continua alta, e, segundo o chefe do serviço secreto de segurança bri...
Apenas nos últimos 12 meses, o grupo extremista Estado Islâmico tentou provocar seis ataques terroristas com potencial de causar vítimas em massa no Reino Unido. Mas a ameaça ao país continua alta, e, segundo o chefe do serviço secreto de segurança britânica MI5, a possibilidade de um novo atentado está nos níveis mais altos dos últimos anos





















































