Estados Unidos devem atacar Venezuela de forma ‘pontual’, segundo professor
Governo americano classificou o Cartel de Los Soles como organização terrorista e apontou Nicolás Maduro como líder; ele nega
Internacional|Do R7
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Entrou em vigor nos Estados Unidos a medida que classifica o Cartel de Los Soles, da Venezuela, como organização terrorista. Washington alega que o grupo é chefiado pelo presidente Nicolás Maduro, que, por sua vez, acusa o governo americano de criar um pretexto para uma intervenção militar no país.
Maduro nega não apenas a liderança, como também a própria existência do cartel. A decisão pela classificação de terrorismo ocorre em meio à mobilização de tropas dos Estados Unidos no Caribe e no Pacífico, com ataques a supostos barcos transportadores de drogas que já deixaram mais de 80 mortos.

Nesta segunda-feira (24), a Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos emitiu um alerta de segurança pelo aumento da atividade militar no espaço aéreo venezuelano. Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin destaca a importância do alerta.
Ele cita que, em 2020, o Irã chegou a derrubar um avião de passageiros da Ucrânia porque achou que fosse um avião inimigo. “É importante que aeronaves comerciais não sobrevoem a Venezuela não só porque os Estados Unidos estão intensificando as ações militares na região, mas também porque a Venezuela tem mísseis de defesa aérea, tem sistema S-300, e pode acabar derrubando aeronaves por engano”, afirma.
Segundo Brustolin, deve haver ações militares pontuais no país sul-americano. “Locais alegadamente atrelados ao tráfico de drogas podem ser atacados pelos Estados Unidos, impulsões pontuais em áreas que, segundo os EUA, são dominadas pelo tráfico podem também ser atacadas”, diz.
O presidente Donald Trump, que exige uma rendição de Maduro, teria concordado em conversar com o líder venezuelano, que “tem oferecido tudo para ficar no poder”. “Ele tem enviado o petróleo do país, segundo informações divulgadas pelo próprio Trump”, pontua o professor. Ele argumenta que dificilmente o regime cairá apenas com a saída de Maduro, já que as forças armadas o mantêm no poder.
Brustolin ainda ressalta a crise migratória provocada pelas instabilidades no país. “[Os aliados do governo] se apoderaram e agora dizem que a guerra é contra a Venezuela, quando, na verdade, é uma ditadura num país de 28 milhões de pessoas que tem 8 milhões de refugiados. As pessoas não querem esse governo, as pessoas fogem da Venezuela”, conclui.
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