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Internacional Estados Unidos vão propor endurecimento de sanções contra Coreia do Norte na ONU

Estados Unidos vão propor endurecimento de sanções contra Coreia do Norte na ONU

Posicionamento é uma resposta ao lançamento de um novo míssil balístico intercontinental na última quinta-feira (24)

Agência EFE
Kim Jong-un conversa com oficiais durante teste de míssil em janeiro

Kim Jong-un conversa com oficiais durante teste de míssil em janeiro

AFP/KCNA - 11. 1.2022

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (25) que vão propor uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para "atualizar e endurecer" as sanções internacionais contra a Coreia do Norte em resposta aos seus últimos testes de armas, incluindo o lançamento de um novo míssil balístico intercontinental na última quinta-feira (24).

O anúncio foi feito pela embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, em discurso ao Conselho de Segurança, que se reuniu com urgência para analisar esse último teste norte-coreano, o primeiro em quase cinco anos com uma arma desse tipo.

Thomas-Greenfield defendeu a necessidade de reforçar as sanções diante das "provocações cada vez mais perigosas" de Pyongyang e se opôs veementemente ao relaxamento das punições, algo que países como China e Rússia têm solicitado.

"Ouvimos pedidos recentes de alívio das sanções, mas por que razão deveria o Conselho de Segurança recompensar o mau comportamento?", questionou a embaixadora americana, que sentiu que tal medida só expandiria os recursos de Pyongyang para continuar o seu programa de armamento na ausência de um compromisso diplomático que o impeça.

Tanto Pequim como Moscou têm poder de veto no Conselho de Segurança e poderiam bloquear a imposição de novas sanções, as quais, sendo aprovadas, se juntariam às punições já impostas às autoridades norte-coreanas.

Thomas-Greenfield insistiu que a comunidade internacional não pode deixar o lançamento desse míssil sem uma resposta, um tipo ICBM, de longo alcance, que representa uma ameaça para praticamente todos os países do mundo, frisou.

A diplomata americana recordou que este último se junta a outros 12 testes de mísseis que a Coreia do Norte realizou neste ano e à suposta reabertura de uma instalação nuclear que tinha sido fechada, o que sugere que Pyongyang está tentando avançar no programa de armas nucleares.

"É evidente que a Coreia do Norte escalou as suas provocações com impunidade enquanto o Conselho permaneceu em silêncio", disse Thomas-Greenfield, criticando a falta de acordo para condenar os últimos testes norte-coreanos. 

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