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‘Estilo guerrilha’: veja como a Venezuela pretende se defender de eventual ataque americano

Armamento inclui equipamentos de fabricação russa com décadas de existência; especialista analisa as chances de confronto

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Venezuela está se preparando para uma possível resistência militar contra os Estados Unidos, organizando uma defesa no formato de "guerrilha".
  • O governo está mobilizando armamento de origem russa e pode executar operações em mais de 280 localidades.
  • Especialista em relações internacionais destaca a presença significativa da marinha dos EUA na região, mas considera improvável um ataque direto.
  • Os Estados Unidos têm intensificado atividades militares no Caribe e Pacífico, sugerindo ações terrestres contra o narcotráfico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Venezuela está se organizando para estruturar uma resistência no formato de “guerrilha” para um suposto ataque terrestre ou aéreo dos Estados Unidos.

Segundo informações da agência de notícia Reuters, o país tem mobilizado o recolhimento de armamento, que inclui equipamentos de fabricação russa com décadas de existência. A defesa desejada pelo governo pode envolver pequenas unidades militares em mais de 280 localidades, além de atos de sabotagem e de possíveis estratégias de desordem nas ruas, que poderão ser adotadas.


Especialista argumenta sobre ações dos EUA e da Venezuela que indicam um possível embate Reprodução/RECORD NEWS

Em entrevista ao Conexão Record News, Vitelio Brustolin, especialista em relações internacionais, explicou que a maior concentração da Marinha norte-americana se encontra ao redor da Venezuela, mas ressaltou que, apesar dos indícios de supostos ataques dos Estados Unidos, Nicolás Maduro não está sozinho e suas ações também sugerem contra-ataques.

É muito improvável que os Estados Unidos estejam enviando seu maior porta-aviões, o Gerald Ford, para a região, com sua escolta de submarino nuclear, cruzadores de mísseis, destroyers, para não fazer nada [...] Agora, o Maduro não governa sozinho, ele tem mais de 2.000 generais, e tem um dos países que mais concentra generais por número de tropas no mundo. Ele foi promovendo esses generais para ter apoio das Forças Armadas para a sua ditadura. Ele tem mais de 5.000 misseis russos, o mesmo sistema que a Ucrânia usava no início da guerra contra a Rússia, e tem armamento russo e chinês”, enfatiza Brustolin.


Os Estados Unidos têm realizado bombardeiros frequentes contra as embarcações que se encontram no Caribe e no Pacífico. Donald Trump também sugeriu a possibilidade de iniciar ações terrestres contra o narcotráfico.

Sobre a resistência venezuelana a um eventual ataque, o especialista acredita que as tropas de Maduro não teriam nenhuma chance contra a infraestrutura militar norte-americana. Porém, ele não acredita em uma “invasão completa” dos EUA.


“De qualquer forma, não tem condições da Venezuela fazer frente aos Estados Unidos, mas também não é esperado que os Estados Unidos entrem com uma invasão completa em território venezuelano, já que seria apenas tirar um ditador e colocar outro no lugar, porque isso não é exatamente derrubar o Maduro, mas é quem fica no poder no dia seguinte, caso ele caia, porque o Maduro, de novo, não governa sozinho, existe uma coalizão das Forças Armadas”, completa.

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