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Estudo aponta que castores podem ser aliados contra mudanças climáticas

Contribuição do animal está ligada à criação de estruturas feitas com galhos que diminuem o fluxo de rios e córregos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um estudo publicado pela revista 'Nature' revela que castores podem ajudar a combater mudanças climáticas.
  • Os animais criam represas que reduzem o fluxo de rios, formando áreas alagadas que armazenam carbono.
  • Essas áreas conseguem reter aproximadamente 98,3 toneladas de carbono anualmente.
  • Na ausência dos castores, a quantidade de carbono retida seria drasticamente menor, de apenas 0,5 tonelada por ano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ambientes criados pelos castores conseguem absorver grandes quantidades de carbono Reprodução/Serviço Nacional de Parques dos EUA

Um estudo publicado pela revista Nature aponta que os castores podem ser aliados contra os efeitos das mudanças climáticas.

A contribuição do animal está ligada à criação de áreas alagadas por meio de represas de castores — estruturas feitas com galhos, troncos, pedras e barro que diminuem o fluxo de rios e córregos. Esses ambientes funcionam como “sumidouros” de carbono, ou seja, conseguem absorver e armazenar grandes quantidades do elemento por longos períodos.


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Um levantamento feito pelos pesquisadores, que atuam em universidades do Reino Unido, Holanda, Suíça e Espanha, mostra que as áreas alagadas criadas por esses animais conseguem reter cerca de 98,3 toneladas de carbono por ano, o equivalente a 26% que chega ao sistema.

Segundo os cientistas, esse processo ocorre principalmente pelo acúmulo no subsolo de carbono inorgânico dissolvido, que corresponde a mais da metade de todo o carbono armazenado no pântano.


Com o passar do tempo, a inundação causada pelas represas transforma materiais utilizados nas represas, como madeira morta, em reservatórios estáveis de carbono. O estudo indica que, em um período de 33 anos, a área poderá acumular mais de 1.100 toneladas desse elemento em sedimentos e restos vegetais.

O valor é bem superior quando comparado a um cenário sem a presença dos castores. Na ausência deles, o rio estudado reteria apenas cerca de 0,5 tonelada de carbono por ano.

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