Logo R7.com
RecordPlus

Estudo diz que tubarões das Bahamas estão ingerindo cocaína; entenda

Exames mostraram resquícios de cafeína, paracetamol e diclofenaco no sangue dos animais

Internacional|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um estudo revelou que tubarões das Bahamas estão se contaminando com substâncias como cocaína, cafeína e analgésicos.
  • Os mergulhadores que frequentam as ilhas contribuem para essa contaminação ao urinar na água.
  • Das 85 amostras de sangue analisadas, 28 estavam contaminadas, incluindo um tubarão-lima que apresentou vestígios de cocaína.
  • Pesquisadores alertam sobre o impacto da atividade humana na saúde dos ecossistemas marinhos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dos 85 animais analisados, 28 apresentaram contaminação por remédios Pexels

Um estudo publicado na revista Environmental Pollution revelou que tubarões das Bahamas estão se contaminando com cocaína, cafeína e analgésicos. Segundo pesquisadores, os principais culpados são os mergulhadores que frequentam as ilhas do Caribe.

Ao urinarem na água, as pessoas despejam seus dejetos e prejudicam a saúde dos animais marinhos. Além disso, correntes marítimas levam vestígios de drogas de esgoto e outras fontes até o mar.


LEIA MAIS

“Produtos farmacêuticos e de higiene pessoal, incluindo anti-inflamatórios não esteroides, analgésicos e substâncias psicoativas, são cada vez mais reconhecidos como contaminantes emergentes em ambientes aquáticos, entrando nos ecossistemas marinhos principalmente por meio de efluentes de esgoto, escoamento agrícola e descargas urbanas”, diz um trecho da pesquisa.

A cafeína foi a substância mais encontrada nos tubarões da Ilha Eleuthera, nas Bahamas. Em seguida, vêm o paracetamol e o diclofenaco. Das 85 amostras de sangue analisadas, 28 estavam contaminadas, incluindo a de um tubarão-limão que apresentou vestígios de cocaína.


O estudo mostra o impacto da atividade humana no meio ambiente. No entanto, esta não é a primeira vez que cientistas encontram um tubarão com resquícios de cocaína. Em 2024, uma pesquisa constatou que 13 tubarões-bico-fino do Rio de Janeiro foram contaminados pela droga.

Em entrevista ao Science News, Tracy Fanara, oceanógrafa da Universidade da Flórida, comentou como os produtos farmacêuticos e a droga agem nos marcadores metabólicos dos animais. Isso porque os tubarões apresentaram alterações relacionadas ao estresse e metabolismo.


“Além da triagem para produtos farmacêuticos e estimulantes, um conjunto de marcadores bioquímicos comumente usados ​​para avaliar a saúde e o estresse fisiológico de vertebrados também foi analisado. Estes incluíram triglicerídeos, colesterol total, fósforo, lactato e ureia, que juntos fornecem informações sobre as funções metabólica, osmótica, renal e hepática”, escreveram os autores da pesquisa.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.