Internacional EUA advertem que agirão se China instalar base militar nas Ilhas Salomão

EUA advertem que agirão se China instalar base militar nas Ilhas Salomão

Comitiva americana viajou hoje para ilha no Pacífico para conversar com o primeiro-ministro do país, Manasseh Sogavare

AFP
Representantes das Ilhas Salomão e da China assinaram acordo que irritou Estados Unidos

Representantes das Ilhas Salomão e da China assinaram acordo que irritou Estados Unidos

Thomas Peter/Reuters - 9.11.2021

Os Estados Unidos alertaram as Ilhas Salomão de que agirão "de acordo" se a China instalar uma "presença militar permanente" no arquipélago do Pacífico, após a assinatura de um controverso acordo de segurança, disse a Casa Branca nesta sexta-feira (22).

A delegação americana de alto nível que visitou o local explicou aos líderes das Ilhas Salomão que, se Pequim "estabelecer uma presença militar permanente de fato", os Estados Unidos "responderão de acordo", segundo um comunicado da Presidência.

E farão o mesmo caso se estabeleça uma “instalação militar” ou “capacidades de projeção de força” que permitam um destacamento chinês na região, ressaltou.

Representantes da Casa Branca e do Departamento de Estado viajaram nesta sexta-feira para as Ilhas Salomão, onde se encontraram com o primeiro-ministro Manasseh Sogavare.

Washington queria convencer o arquipélago a não assinar um acordo com Pequim, mas na terça-feira (19) ele foi oficializado.

"Em resposta às preocupações levantadas, o primeiro-ministro Sogavare reiterou suas garantias e assegurou especificamente que não haveria base militar, presença de longo prazo ou capacidade de projeção de força", apontou o comunicado.

"Os Estados Unidos enfatizaram que acompanhariam de perto os desenvolvimentos junto com seus parceiros regionais", afirmou.

A delegação também insistiu nas “potenciais implicações para a segurança regional” e questionou, durante “discussões substanciais”, “o objetivo, o alcance e a transparência do acordo”.

Os americanos, que afirmam "respeitar o direito" das Ilhas Salomão de tomar "suas decisões soberanas", se esforçaram para ganhar sua confiança com uma série de decisões.

Entre elas, estão a aceleração da abertura de uma embaixada americana, o fortalecimento da cooperação em minas, o envio de um navio-hospital e a entrega de vacinas adicionais.

Os dois países também se comprometeram a lançar um "diálogo estratégico de alto nível" que se concentrará na sensível questão da segurança.

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