Internacional EUA: Biden diz que vai nomear 1ª mulher negra para a Suprema Corte

EUA: Biden diz que vai nomear 1ª mulher negra para a Suprema Corte

Dos 115 juízes que passaram pelo órgão máximo da Justiça americana, houve apenas dois homens negros e cinco mulheres

AFP
Stephen Breyer (à esq.) deixará a Suprema Corte no segundo semestre deste ano

Stephen Breyer (à esq.) deixará a Suprema Corte no segundo semestre deste ano

Drew Angerer/Getty Images North America/Getty Images via AFP - 27.1.2022

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou nesta quinta-feira (27) que vai nomear, pela primeira vez na história, uma mulher negra para a Suprema Corte americana, para substituir o juiz Stephen Breyer, que se aposentará.

Biden, que fez essa promessa durante a campanha presidencial, esclareceu, em discurso na Casa Branca, que ainda não tinha feito uma escolha e que a fará "no fim de fevereiro".

O presidente disse ter duas coisas claras: "A pessoa que vou nomear terá qualificações, uma personalidade, uma experiência e uma integridade extraordinárias. E será a primeira mulher negra nomeada para a Suprema Corte".

O juiz negro Clarence Thomas já faz parte da Suprema Corte, que tem nove membros nomeados em caráter vitalício. Dos 115 juízes que a integraram desde a sua criação, só houve cinco mulheres (quatro brancas e uma hispânica) e dois homens negros.

Desde que chegou à Casa Branca, Biden, eleito com o apoio dos eleitores negros, tem tentado aumentar a diversidade nos tribunais federais de todo o país. Nesta quinta-feira, ele homenageou o juiz Breyer, de 83 anos, 28 dos quais como membro da máxima Corte americana.

"É um juiz exemplar, justo com as partes, cortês com seus colegas, prudente em seus raciocínios" e que "trabalhou incansavelmente para tornar realidade a noção de que o Direito existe para ajudar as pessoas", disse o presidente.

O juiz progressista, que deixará o cargo no próximo verão no hemisfério norte, fez uma declaração a favor do Estado de Direito.

"Nosso país é complicado", com seus 330 milhões de habitantes de origens, religiões e opiniões diversas, afirmou. "No entanto, decidiram resolver suas principais diferenças mediante a lei."

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