Logo R7.com
RecordPlus

EUA despertaram tarde para controle chinês de minerais raros, diz professor

Washington anunciou, na quarta (4), aliança com UE, Japão e México para mapear terras; Pequim criticou a iniciativa

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos formaram aliança com UE, Japão e México para mapear minerais raros e reduzir dependência da China.
  • Professor Kleber Galerani alertou que reverter o controle chinês não será tarefa simples.
  • China criticou a iniciativa, defendendo um comércio internacional aberto e inclusivo.
  • Preocupações estratégicas da China podem afetar sua participação nas cadeias de suprimentos globais críticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os Estados Unidos despertaram tarde para a controle da China quando o assunto são minerais raros, afirma o professor de relações internacionais Kleber Galerani, em entrevista ao Conexão Record News.

Em uma tentativa de reduzir a dependência chinesa, o governo americano anunciou na quarta-feira (4) a formação de uma aliança com União Europeia, Japão e México para mapear as terras que produzem esses recursos essenciais para criação de armamentos militares, como caças, submarinos e mísseis.


Trator explora minerais raros
Recursos minerais são essenciais para criação de armamentos militares, como caças e mísseis Reprodução/Record News

“Reverter este controle maior por parte da China não será uma tarefa simples. Quando nós falamos nessas terras raras, que incluem lítio, cobalto, outros elementos essenciais, nós estamos falando de insumos que são centrais para a indústria de alta tecnologia, para veículos elétricos, para celulares, semicondutores, os sistemas de defesa. Nós estamos falando de produtos essenciais”, pontua Galerani.

Pequim se manifestou contrariamente à iniciativa dos países e defendeu um ambiente de comércio internacional “aberto, inclusivo e mutuamente benéfico aos interesses comuns de todas as nações”.


Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a China se opõe a regras impostas por pequenos grupos que possam prejudicar a ordem econômica e comercial.

O especialista destaca que a insatisfação chinesa não é apenas uma retórica, mas uma preocupação estratégica profunda: “Isso pode excluir ou ao menos enfraquecer a participação chinesa nas cadeias de suprimentos críticas para o futuro. [...] No longo prazo, essa crítica de Pequim levanta a questão de quem define as regras do comércio global na era da pós multipolaridade.”

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.