Internacional EUA discutirão com a Rússia possível troca de prisioneiros que inclua atleta Brittney Griner

EUA discutirão com a Rússia possível troca de prisioneiros que inclua atleta Brittney Griner

Tribunal russo condenou na última quinta-feira (4) a jogadora americana de basquete a nove anos de prisão por tráfico de drogas

AFP

Resumindo a Notícia

  • Secretário de Estado dos EUA disse que prisão de Griner ressalta detenções ilícitas da Rússia
  • Antony Blinken criticou o uso de "indivíduos como peões políticos"
  • Rússia disse que discutirá o tema no âmbito do canal de comunicação com os EUA
  • Brittney Griner foi detida em Moscou com um vape que continha óleo à base de "Cannabis"
A atleta americana Brittney Griner é escoltada pela polícia nos arredores de Moscou

A atleta americana Brittney Griner é escoltada pela polícia nos arredores de Moscou

Natalia Kolesnikova/AFP - 02.08.2022

O governo dos Estados Unidos discutirá com a Rússia sobre uma troca de prisioneiros que inclua a estrela do basquete Brittney Griner, afirmou nesta sexta-feira (5) o secretário de Estado, Antony Blinken.

"O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou nesta manhã [...] que estão dispostos a participar de uma troca de presos. E vamos buscar isto", disse Blinken durante uma reunião no Camboja com chanceleres de países do Sudeste Asiático.

A prisão e a sentença contra Griner ressaltaram o "uso de detenções ilícitas por parte de Moscou para promover sua própria agenda", acrescentou Blinken, que criticou o uso de "indivíduos como peões políticos".

Em uma entrevista coletiva no Camboja, Lavrov declarou que a Rússia está disposta a "discutir o tema, mas apenas no âmbito do canal de comunicação que foi estabelecido pelos presidentes Vladimir Putin e Joe Biden".

"Há um canal especial acordado pelos presidentes e, apesar de algumas declarações públicas, segue funcionando", acrescentou Lavrov.

Um tribunal russo condenou na última quinta-feira (4) a jogadora americana de basquete a nove anos de prisão por tráfico de drogas.

Detida em fevereiro em Moscou, pouco antes do início da invasão russa da Ucrânia, com um vape que continha óleo à base de Cannabis, a bicampeã olímpica virou mais um elemento na crise geopolítica entre Rússia e Estados Unidos.

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