Internacional EUA dizem que guarda costeira da China assediou embarcações filipinas

EUA dizem que guarda costeira da China assediou embarcações filipinas

Filipinas acusaram a guarda costeira da China na última sexta-feira (29) de "táticas agressivas"

Reuters
EUA pede a Pequim que pare com conduta provocativa

EUA pede a Pequim que pare com conduta provocativa

Reprodução/Google Maps

Os Estados Unidos pediram à China no sábado (29) que pare de assediar navios filipinos no Mar do Sul da China, prometendo ficar ao lado das Filipinas após mais um confronto marítimo entre os dois países asiáticos.

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"Pedimos a Pequim que desista de sua conduta provocativa e perigosa", disse o Departamento de Estado dos EUA em comunicado.

As Filipinas acusaram a guarda costeira da China na última sexta-feira (29) de "táticas agressivas" após um incidente durante patrulha da guarda costeira filipina perto do recife Second Thomas Shoal, controlado pelas Filipinas, um ponto crítico onde já houve altercações no passado e localizado a 195 km de sua costa.

A China disse neste domingo que está disposta a lidar com as diferenças marítimas com países vizinhos no Mar do Sul da China por meio de consultas amigáveis e alertou os Estados Unidos que eles não devem interferir.

"Os EUA, como um país de fora da região, não devem interferir na questão do Mar do Sul da China ou usar a questão do Mar do Sul da China para semear a discórdia entre os países da região", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China em comunicado por escrito.

O recife Second Thomas Shoal é a casa de um pequeno contingente militar a bordo de um enferrujado navio americano da época da Segunda Guerra Mundial que foi intencionalmente aterrado em 1999, para reforçar as reivindicações territoriais das Filipinas. Em fevereiro, as Filipinas disseram que um navio chinês apontou um "laser de nível militar" a um de seus navios de reabastecimento.

A China reivindica soberania sobre quase todo o Mar do Sul da China, com uma "linha de nove traços" nos mapas que se estende por mais de 1.500 km de seu continente e invade zonas econômicas exclusivas de Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei e Indonésia. Uma decisão arbitral internacional em 2016 rejeitou essa linha por não ter base legal.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse na sexta-feira que os navios filipinos invadiram as águas chinesas e fizeram movimentos provocativos deliberados.

Já o Departamento de Estado dos EUA disse que Washington "está com nossos aliados filipinos na defesa da ordem marítima internacional".

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