Rússia x Ucrânia

Internacional EUA e aliados avaliarão mês a mês ajuda militar à Ucrânia

EUA e aliados avaliarão mês a mês ajuda militar à Ucrânia

Em torno de 40 países participaram da reunião; durante o evento, o governo alemão anunciou que entregará cerca de 50 tanques

AFP
Países vão se mobilizar para enviar ajuda militar à Ucrânia

Países vão se mobilizar para enviar ajuda militar à Ucrânia

Yasuyoshi Chiba/AFP - 26.04.2022

Os Estados Unidos e seus aliados vão se reunir mensalmente para avaliar as necessidades de defesa da Ucrânia em meio à invasão russa, anunciou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, nesta terça-feira (26), após o primeiro encontro sobre o tema, realizado na Alemanha.

"A reunião de hoje se transformará no Grupo de Contato Mensal sobre a Ucrânia", declarou Austin, acrescentando que essa instância se propõe a encaminhar a ação das "nações de boa vontade para intensificar os esforços, coordenar a assistência e se concentrar na vitória das batalhas de hoje e dos combates de amanhã".

Em torno de 40 países participaram da reunião, organizada por Washington, na base aérea americana de Ramstein, no oeste da Alemanha, para chegar a um acordo sobre o apoio militar à Ucrânia.

Durante o evento, o governo alemão deu uma guinada em sua política e anunciou que vai autorizar a entrega de cerca de 50 tanques do tipo Gepard – especializados em defesa antiaérea – à Ucrânia.

A ministra da Defesa da Alemanha, Christine Lambrecht, não descartou a hipótese de que, no futuro, Berlim aprove novas entregas de armas pesadas a Kiev.

"Estamos todos comprometidos a ajudar a Ucrânia a vencer hoje e se fortalecer no longo prazo", ressaltou Austin, que também prometeu "mover céus e terra" para reforçar a defesa do país.

"Países do mundo inteiro se mobilizaram para responder às necessidades urgentes da Ucrânia [...] Todos os dias vemos que há mais", acrescentou.

Mas "não temos tempo a perder", insistiu o secretário, que acredita que "as próximas semanas serão cruciais para a Ucrânia".

A Rússia quer controlar o sul ucraniano e a região do Donbass.

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