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EUA estão preparados para atacar o Irã já neste fim de semana

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, Trump ainda não tomou uma decisão final

Internacional|Kristen Holmes e Kevin Liptak, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Exército dos EUA está pronto para um ataque ao Irã neste fim de semana, mas Trump ainda não decidiu.
  • Recursos aéreos e navais foram aumentados na região do Oriente Médio para possíveis operações militares.
  • Conversas indiretas entre negociadores do Irã e dos EUA em Genebra não resultaram em uma solução clara.
  • Preocupações com um conflito militar cresceram, enquanto elementos da diplomacia ainda são considerados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump
Trump tem consultado assessores para definir qual a melhor ação neste momento Elizabeth Frantz/Reuters - 16.02.2026

O Exército dos Estados Unidos está preparado para atacar o Irã já neste fim de semana, embora o presidente Donald Trump ainda não tenha tomado uma decisão final sobre autorizar tais ações, dizem fontes familiarizadas com o assunto à CNN.

A Casa Branca foi informada de que os militares poderiam estar prontos para um ataque até o fim de semana, após um aumento significativo nos últimos dias de recursos aéreos e navais no Oriente Médio, disseram as fontes.


Mas uma fonte alertou que Trump tem argumentado, em privado, tanto a favor quanto contra uma ação militar e consultado assessores e aliados sobre qual seria o melhor curso de ação. Não estava claro se ele tomaria uma decisão até o fim de semana.

“Ele está dedicando muito tempo pensando nisso”, disse uma fonte.


Negociadores iranianos e americanos trocaram notas por três horas e meia na terça-feira, durante conversas indiretas em Genebra, embora tenham saído sem uma resolução clara.

O principal negociador do Irã disse que ambos os lados haviam concordado com um “conjunto de princípios orientadores”, embora um funcionário americano tenha dito que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”.


A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse na quarta-feira que se esperava que o Irã fornecesse mais detalhes sobre sua posição de negociação “nas próximas semanas”, mas ela não quis dizer se Trump aguardaria antes de uma ação militar nesse período.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve viajar a Israel em 28 de fevereiro para se reunir com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e atualizá-lo sobre as conversas com o Irã, disse um funcionário do Departamento de Estado à CNN na quarta-feira.


“Não vou estabelecer prazos em nome do presidente dos Estados Unidos”, disse Leavitt.

Ela acrescentou que, embora “a diplomacia seja sempre sua primeira opção”, a ação militar continua sobre a mesa.

“Há muitas razões e argumentos que podem ser feitos a favor de um ataque ao Irã”, disse ela, acrescentando que Trump estava confiando principalmente no aconselhamento de sua equipe de segurança nacional.

As declarações pouco claras alimentaram temores crescentes de um conflito militar entre as duas nações — mesmo enquanto autoridades tentam demonstrar esperança pela diplomacia. O USS Gerald Ford — o porta-aviões mais avançado do arsenal americano — pode chegar à região já neste fim de semana, após uma série de outras movimentações militares.

Recursos da Força Aérea dos EUA baseados no Reino Unido, incluindo aviões-tanque e caças, estão sendo reposicionados mais perto do Oriente Médio, segundo fontes familiarizadas com os movimentos.

Por sua vez, o Irã está fortificando várias de suas instalações nucleares, usando concreto e grandes quantidades de terra para enterrar locais-chave em meio à pressão militar americana, de acordo com novas imagens de satélite e análises do Instituto para Ciência e Segurança Internacional.

Vários eventos no calendário podem influenciar o momento de um possível ataque. As Olimpíadas de Inverno — tradicionalmente um momento de união global — terminam no domingo; alguns funcionários europeus disseram acreditar que nenhum ataque ocorreria antes disso.

Enquanto isso, o Ramadã começou na quarta-feira; alguns funcionários de aliados dos EUA no Oriente Médio — que têm feito lobby contra um ataque, temendo desestabilização regional — disseram que uma ação militar durante o mês sagrado muçulmano transmitiria desrespeito por parte dos americanos.

E Trump fará seu discurso anual do Estado da União na terça-feira; assessores disseram que provavelmente servirá como pontapé inicial para sua mensagem doméstica no ano eleitoral de meio de mandato. Não estava claro se o presidente estava levando algum desses eventos em consideração enquanto avalia suas opções.

Nas últimas semanas, em suas declarações sobre o Irã, Trump fez pouco para obter apoio do público americano ou do Congresso para uma grande operação militar no país. Ele insinuou desejar uma mudança de regime e insistiu que o Irã não obtenha uma arma nuclear, mas não especificou exatamente quais seriam seus objetivos ao ordenar um ataque.

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