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EUA investigam empresa por suposta discriminação contra funcionários brancos

Nike, empresa fabricante de roupas esportivas, vira alvo de investigação federal por políticas de diversidade

Internacional|Ramishah Maruf, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A EEOC investiga a Nike por alegações de discriminação contra funcionários brancos.
  • A pesquisa está relacionada às metas de diversidade e inclusão da empresa para 2025.
  • Andrea Lucas, presidente da EEOC, mudou o foco da agência para abordar discriminações contra pessoas brancas.
  • A Nike não forneceu todas as informações solicitadas pela EEOC, levando à ação para cumprir a intimação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Órgão diz que políticas da Nike podem ter gerado tratamento desigual a brancos desde 2018 Emily Elconin/Bloomberg/Getty Images via CNN Newsource - 04.02.2026

A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC na sigla em inglês) está investigando a Nike em resposta a acusações não especificadas de que a empresa teria discriminado funcionários brancos, informou a agência nesta quarta-feira (4).

A agência afirmou que está analisando uma possível discriminação contra trabalhadores brancos que pode ter ocorrido em parte devido às “metas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) da Nike para 2025 e outros objetivos relacionados a DEI”.


A ação para fazer cumprir a intimação é mais um sinal da mudança de visão sobre discriminação sob o governo Trump, que buscou encerrar iniciativas de diversidade e, em vez disso, examinar se tais programas afetam injustamente pessoas brancas.

“Graças ao compromisso do presidente Trump com a aplicação das leis de direitos civis do nosso país, a EEOC renovou seu foco na aplicação imparcial do Título VII”, disse a presidente da EEOC, Andrea Lucas, em comunicado.


No documento apresentado na quarta-feira, a EEOC não identifica vítimas individuais. Em vez disso, refere-se a “todos os funcionários brancos, ex-funcionários, candidatos a emprego e atuais e potenciais participantes de programas de treinamento que tenham sido, continuem sendo ou possam ser no futuro afetados negativamente pelas [alegadas] práticas de emprego ilegais.”

Lucas apresentou a primeira acusação de discriminação contra a Nike em 2024, quando ainda era comissária, segundo o documento. Desde que assumiu a presidência da EEOC, ela mudou as prioridades da agência para abordar discriminação contra pessoas brancas. Em uma postagem polêmica nas redes sociais em dezembro, Lucas buscou potenciais vítimas de “discriminação relacionada a DEI”.


“Você é um homem branco que sofreu discriminação no trabalho com base em sua raça ou sexo? Você pode ter direito a receber indenização conforme as leis federais de direitos civis”, escreveu ela na postagem no X.

A EEOC afirmou que está solicitando informações da Nike desde 2018 sobre “cotas de representação baseada em raça” e alegações de que a empresa teria decidido demissões e promoções ao menos parcialmente com base na raça. A agência também pediu informações sobre 16 programas de mentoria e desenvolvimento de carreira que seriam “restritos por raça”.


A investigação de grande alcance sinaliza que nenhum empregador, por mais influente que seja, está livre de escrutínio dentro das metas anti-DEI da administração Trump, disse Sam Mitchell, advogado de Chicago especializado em disputas trabalhistas.

“A Nike está sendo usada como exemplo”, disse Mitchell à CNN.

A EEOC afirmou que entrou com a ação para fazer cumprir a intimação depois que a Nike não forneceu voluntariamente todas as informações exigidas. A CNN procurou a Nike para comentar.

Em um documento legal de 2025, advogados que representam a Nike argumentaram que a intimação deveria ser revogada “porque seus pedidos detalhados são excessivamente onerosos, vagos, amplos demais, desproporcionais às necessidades da investigação, buscam informações irrelevantes e fora do prazo e constituem uma inaceitável ‘pescaria’ investigativa.”

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