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EUA: Macron fala ao Congresso sobre fake news e acordo de Paris

Acordo nuclear com o Irã, cooperação entre países e guerra comercial também estiveram em pauta no discurso de presidente francês

Internacional|Ana Luísa Vieira, do R7, com agências internacionais

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Macron falou ao Congresso sobre fake news, mudanças climáticas e multilateralismo
Macron falou ao Congresso sobre fake news, mudanças climáticas e multilateralismo

Em discurso ao Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira (25), o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou ‘ter certeza’ de que os americanos voltarão a fazer parte do acordo climático de Paris.

"Não há planeta B. Temos a obrigação de dar a nossos filhos um planeta habitável pelos próximos 25 anos. Algumas pessoas acham que assegurar indústrias e empregos é mais importante que a mudança climática. Eu entendo essa preocupação, mas precisamos encontrar uma transição suave”, disse Macron.


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O presidente Donald Trump anunciou a saída do país do acordo de Paris em 2017 sob a justificativa de que o tratado custaria trilhões de dólares aos EUA sem nenhum benefício tangível.

"Trabalhamos juntos para tornar nosso planeta grande novamente e criar novos empregos e novas oportunidades", finalizou o francês.


Luta contra as fake news

Emmanuel Macron também foi enfático ao comentar o combate às chamadas fake news — boatos, rumores e outras alegações falsas que se espalham pelas redes sociais: "Sem razão, sem prova, não há democracia real, porque a democracia é sobre escolhas verdadeiras e decisões racionais", declarou. Para o líder, é imprescindível lutar contra o ‘vírus crescente’ das fake news.


Acordo do Irã

O acordo nuclear com o Irã também esteve na pauta do pronunciamento de Macron ao Congresso americano. Ele enfatizou que a França não deve se retirar do tratado — ‘ainda que ele não seja perfeito’. O presidente francês acrescentou que o Irã jamais terá armas nucleares e ressaltou que seu homólogo Donald Trump não pode sair do acordo sem ter ‘algo mais concreto’: "O Irã nunca terá qualquer arma nuclear, nem agora, nem em cinco anos, nem em 10 anos", acrescentou.


Conflitos comerciais e multilateralismo

Emmanuel Macron ainda fez um alerta sobre os riscos de uma guerra comercial entre a União Europeia e a administração de Donald Trump. Durante seu discurso, o francês afirmou que o conflito ‘não é coerente’. "Precisamos de um comércio livre e justo. As guerras comerciais destroem os empregos e quem pagará por isso será classe média", destacou.

Por fim, o presidente francês pediu cooperação dos EUA para renovar o multilateralismo, de acordo com os objetivos estabelecidos pela comunidade internacional depois da 2ª Guerra Mundial: "Os EUA devem estar envolvidos em um forte multilateralismo. A única opção é fortalecer nossa cooperação". De acordo com Macron, as nações podem ‘construir uma nova ordem global’. “Esse multilateralismo forte não ofuscará nossas identidades nacionais, é exatamente o oposto. A desregulamentação em massa e nacionalismo extremo não são respostas para os desafios do globalismo".

Visita de Estado

Macron chegou aos Estados Unidos na segunda-feira (23) para uma visita de Estado de três dias junto de sua mulher, Brigitte. É a primeira visita de Estado ciceroneada por Trump desde que ele tomou posse em janeiro de 2017.

O presidente americano e o líder francês de 40 anos iniciaram sua amizade improvável um ano atrás na Bélgica, com um aperto de mãos enfático. Enquanto outros líderes europeus vêm mantendo certa distância do republicano, Macron vem trabalhando duro para se manter próximo de Trump, e os dois conversam com frequência por telefone.

Na manhã desta quarta-feira, Trump escreveu no Twitter que estava ansioso por ouvir o discurso de Macron no Congresso americano. "Dia agitado pela frente. Ansioso por assistir o presidente Macron, da França, falar ao Congresso. É uma grande honra e raramente acontece. Ele será ÓTIMO", publicou.

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