Internacional EUA pedem que cidadãos do país não lutem na Ucrânia após morte de americano

EUA pedem que cidadãos do país não lutem na Ucrânia após morte de americano

Willy Joseph Cancel foi à guerra como voluntário para impedir que a 'ameaça' russa chegasse à América do Norte

AFP
Willy Joseph Cancel, de 22 anos, deixou esposa e uma filha de apenas 7 meses

Willy Joseph Cancel, de 22 anos, deixou esposa e uma filha de apenas 7 meses

Reprodução Twitter/Euromaidan Press

O Pentágono pediu aos americanos, nesta sexta-feira (29), que desistam de ir para a Ucrânia, após a morte de um cidadão dos Estados Unidos que viajou para o Leste Europeu para lutar contra as forças russas.

Willy Joseph Cancel, que tinha 22 anos e, ao que tudo indica, foi assassinado na segunda-feira (25), chegou à Ucrânia em meados de março, disse a mãe, Rebecca Cabrera, em entrevista à rede de televisão CNN.

"Seguimos fazendo um apelo aos americanos para que não viajem para a Ucrânia", disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, à CNN, qualificando a notícia como "angustiante" e oferecendo seu apoio à família do falecido.

"Esta é uma zona de guerra contínua, [...]  não é um lugar aonde os americanos devam ir", reiterou.

Rebecca Crabera disse que seu filho "queria ir para lá porque acreditava na causa pela qual se está lutando na Ucrânia e queria fazer parte disso para conter [a ameaça] lá e não deixar que chegue até aqui".

Cancel deixa esposa e um filho de 7 meses, segundo a imprensa americana. Brittany confirmou a morte do marido em um comunicado enviado a vários veículos de comunicação, no qual destacou o "valor" de Willy Cancel e o qualificou de um "herói".

Cancel era um ex-fuzileiro naval que se uniu a uma companhia paramilitar privada e se ofereceu como voluntário para viajar para a Ucrânia.

Um cidadão britânico também morreu na Ucrânia e outro está desaparecido, segundo confirmou, nesta quinta-feira (28), um porta-voz do ministério britânico das Relações Exteriores.

Ambos os homens lutavam como voluntários junto ao Exército ucraniano, segundo os veículos de comunicação britânicos.

Pouco depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia, em 24 de fevereiro, o presidente Volodmir Zelenski pediu a formação de uma "legião internacional" de voluntários estrangeiros para ajudar a defender a Ucrânia.

No início de março, o chanceler ucraniano Dmitro Kuleba mencionou o número de 20 mil voluntários estrangeiros que se uniram às forças de seu país para combater na guerra.

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