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EUA querem impedir mísseis balísticos do Irã para proteger Israel, aponta pesquisador

Washington e Teerã devem realizar novas negociações sobre programa nuclear nesta sexta-feira (6)

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Negociações entre EUA e Irã ocorrem nesta sexta-feira (6) em Omã, focando no programa nuclear.
  • Irã se recusa a discutir mísseis balísticos, essenciais para sua estratégia no Oriente Médio.
  • Pesquisador destaca que EUA desejam controlar mísseis que ameaçam Israel e influenciam grupos como Hamas e Hezbollah.
  • Acordo entre as partes ainda parece distante, apesar das discussões em andamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os Estados Unidos e o Irã devem realizar novas negociações nesta sexta-feira (6), em Omã. O governo iraniano solicitou uma mudança de local para limitar as negociações ao programa nuclear e evitar qualquer expansão das discussões para questões como mísseis balísticos.

Teerã afirma que não vai fazer concessões envolvendo o programa de mísseis, um dos maiores do Oriente Médio. Na semana passada, Donald Trump alertou que “coisas ruins” poderiam acontecer se um acordo não fosse alcançado.


Analista diz que acordo entre EUA e Irã não deve acontecer no momento Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (4), Lier Ferreira, pesquisador da Universidade Federal Fluminense, diz que os Estados Unidos não querem apenas negociar o programa nuclear iraniano. Eles querem colocar também os mísseis balísticos de médio e longo alcance, porque foram esses mísseis balísticos que castigaram Israel e venceram pela primeira vez o sistema de defesas anti-aéreas disponibilizado pelos israelenses.

“Os Estados Unidos também querem que o Irã deixe de apoiar grupos como Hamas e Hezbollah, grupos como aqueles que estão ali colocados no Golfo do Omã, que de alguma forma são elementos que questionam a existência e a segurança do Estado de Israel, auxiliando de alguma forma essa instabilidade no Oriente Médio”, aponta.


Segundo Ferreira, as negociações estão em andamento, mas é necessário reconhecer que um acordo continua longe da realidade.

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