Guerra Israel x Hamas

Internacional Ministro da Defesa americano diz que os EUA vão garantir o que for necessário para Israel se defender

Ministro da Defesa americano diz que os EUA vão garantir o que for necessário para Israel se defender

Lloyd Austin se referiu ao Estado de Israel como o 'melhor amigo' de Washington e evitou definir tempo e prazos para a guerra

  • Internacional | Do R7, com AFP

Ministro da Defesa americano, Lloyd Austin, se reuniu com seu homólogo israelense

Ministro da Defesa americano, Lloyd Austin, se reuniu com seu homólogo israelense

Alberto PIZZOLI / AFP - 18/12/2023

Os Estados Unidos reafirmaram, nesta segunda-feira (18), seu apoio a Israel na guerra contra os terroristas do Hamas, em Gaza, e pediu que a ajuda humanitária seja intensificada.

"Continuaremos proporcionando a Israel o equipamento de que necessita para defender seu país (...), incluídas munições críticas, veículos táticos e sistemas de defesa aérea", afirmou o ministro da Defesa americano, Lloyd Austin, em um comunicado após se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Austin também se referiu ao Estado de Israel como o "melhor amigo" de Washington e disse que seu país "não definirá o tempo nem os prazos da guerra".

A entrada de ajuda internacional na Faixa de Gaza está submetida à autorização israelense, e Austin destacou a necessidade de "oferecer mais ajuda humanitária aos cerca de 2 milhões de deslocados em Gaza" e de "reparti-la melhor".

O ministro da Defesa dos EUA realiza nesta semana um giro diplomático pelo Oriente Médio, onde cresce a preocupação com uma extensão regional do conflito devido aos bombardeios da organização libanesa Hezbollah contra o norte de Israel, e os ataques com drones dos rebeldes houthis (do Iêmen) no mar Vermelho, o que afeta o comércio internacional.

"Pedimos ao Hezbollah que observe e não faça coisas que possam provocar um conflito mais amplo", disse Austin.

Cessar-fogo

Apesar da multiplicação dos apelos para um cessar-fogo, inclusive por parte de aliados tradicionais de Israel, como a Alemanha e o Reino Unido, Washington mantém seu apoio ao governo israelense.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votará nesta segunda-feira (18) uma nova resolução para pedir um "cessar-fogo urgente e duradouro das hostilidades" em Gaza, dez dias após o veto dos Estados Unidos.

A guerra foi desencadeada pelo ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro, quando seus combatentes mataram 1.200 pessoas em Israel, a maioria civil, e sequestraram outras 240. Atualmente, cerca de 129 reféns continuam em cativeiros em Gaza.

A trégua estabelecida no fim de novembro permitiu a libertação de 105 reféns em troca de cerca de 300 palestinos que estavam presos em Israel.

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