Internacional EUA recebem 20 mil refugiados e anunciam R$ 1,5 bilhão em ajuda

EUA recebem 20 mil refugiados e anunciam R$ 1,5 bilhão em ajuda

No último dia da Cúpula das Américas, nações do continente assinaram tratado conjunto em prol dos imigrantes americanos

AFP

Resumindo a Notícia

  • EUA anunciaram que vão receber 20 mil refugiados latino-americanos entre 2023 e 2024
  • País pretende injetar mais de R$ 1,5 bilhão em ajuda para imigrantes
  • Líderes do continente assinaram Declaração de Los Angeles sobre Migração e Proteção
  • Cerca de 7.500 imigrantes irregulares tentam cruzar a fronteira dos EUA todos os dias
Líderes do continente assinaram acordo sobre imigração durante a Cúpula das Américas

Líderes do continente assinaram acordo sobre imigração durante a Cúpula das Américas

Anna Moneymaker/Getty Images North America/Getty Images via AFP - 10.6.2022

Os Estados Unidos receberão 20 mil refugiados da América Latina em 2023 e 2024 e desembolsarão 314 milhões de dólares (mais de R$ 1,5 bilhão) em ajuda para migrantes na região, enquanto o México dobrará as permissões de trabalho fronteiriços, anunciou a Casa Branca nesta sexta-feira (10).

No último dia da Cúpula das Américas em Los Angeles, os líderes latino-americanos adotaram a chamada Declaração de Los Angeles sobre Migração e Proteção, voltada para o compartilhamento de responsabilidades na gestão do fluxo migratório.

Os Estados Unidos se comprometem a abrir as portas para 20 mil pessoas, ou seja, o triplo de refugiados recebidos neste ano, informa a Casa Branca em comunicado.

O governo do presidente Joe Biden também se propõe a "aumentar" a recepção a refugiados haitianos, mas não forneceu números e concederá 11.500 vistos de trabalho temporário aos cidadãos do Haiti e da América Central diante da escassez de mão de obra nos Estados Unidos.

A título de comparação, Washington se comprometeu a acolher 100 mil ucranianos depois que a Rússia invadiu o país.

Por outro lado, anunciou 314 milhões de dólares em novos fundos para "ajuda humanitária e assistência ao desenvolvimento de refugiados e migrantes vulneráveis" na América Latina, o que inclui um programa para venezuelanos que emigraram para 17 países da região.

Cerca de 7.500 migrantes irregulares, em sua maioria da América Central, tentam cruzar diariamente a fronteira com os Estados Unidos, segundo dados oficiais do mês de abril.

De acordo com o comunicado sobre a Declaração de Los Angeles, como a Casa Branca a chama, o México aumentará de 10 mil para 20 mil o número de Cartões de Trabalhador de Fronteira, o que permite residir em um país e trabalhar em outro.

O governo mexicano também lançará um programa de trabalho temporário para 15 mil a 20 mil pessoas da Guatemala por ano e planeja ampliá-lo para Honduras e El Salvador a médio prazo.

Além disso, com o apoio da Agência da ONU para os Refugiados, integrará 20 mil refugiados no mercado de trabalho mexicano nos próximos três anos.

O texto da declaração lista algumas das medidas que os países vão tomar, já que o governo Biden vinha exigindo "compartilhar responsabilidades".

Belize lançará um plano de regularização para migrantes irregulares, Costa Rica renovará um programa de proteção temporária para cubanos, venezuelanos e nicaraguenses e Equador emitiu um decreto que estabelece uma forma de conceder status de imigração regular a venezuelanos que chegaram ao país por uma porta de entrada oficial.

A Guatemala aprovou, por sua vez, uma nova legislação para promover programas de migração trabalhista legal e o Canadá abrirá suas fronteiras para 50 mil trabalhadores do setor agrícola, disse o comunicado.

Na qualidade de Estado observador, a Espanha "duplicará" o número de vias legais para que os hondurenhos participem de programas de migração circular.

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