Internacional EUA temem surto de internações com avanço da Ômicron

EUA temem surto de internações com avanço da Ômicron

Consultor da Casa Branca disse que o alto grau de contágio da cepa é uma variante determinante para o sistema de saúde

  • Internacional | Do R7, com informações da Reuters

Número de casos nos Estados Unidos está em alta com disseminação da Ômicron

Número de casos nos Estados Unidos está em alta com disseminação da Ômicron

Marco Bello / Reuters - 29.7.2020

Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, disse neste domingo (2) que ainda há perigo de um surto de hospitalizações devido a um grande número de casos de coronavírus, apesar de os dados iniciais sugerirem que a variante Ômicron da Covid-19 é menos severa.

"A única dificuldade é que se você tiver tantos casos, mesmo que a taxa de hospitalização seja menor com a Ômicron do que com a Delta, ainda há o perigo de que você tenha um surto de hospitalizações que possa sobrecarregar o sistema de saúde", disse Fauci em entrevista à CNN.

A variante Ômicron foi estimada em 58,6% dos casos de coronavírus em circulação nos Estados Unidos em 25 de dezembro, de acordo com dados dos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA).

A chegada repentina da Ômicron trouxe números de casos recordes a países ao redor do globo e limitou as festividades de Ano-Novo em todo o mundo.

“Certamente haverá muito mais casos porque esta é uma variante muito mais transmissível do que a Delta”, disse Fauci à CNN.

No entanto, "parece, de fato, que [Ômicron] pode ser menos grave, pelo menos a partir de dados que coletamos da África do Sul, do Reino Unido e até mesmo alguns dados preliminares daqui dos Estados Unidos", comenta Fauci.

O consultor da Casa Branca acrescentou que o CDC dará um esclarecimento sobre se as pessoas com Covid-19 devem testar negativo para deixar o isolamento, após confusão na semana passada sobre a orientação que permitiria que as pessoas deixassem o isolamento após cinco dias sem sintomas.

O CDC reduziu o período de isolamento recomendado a pessoas assintomáticas com Covid-19 para cinco dias. A política não exige testes para confirmar se uma pessoa pode ou não transmitir a doença antes de voltar ao trabalho ou socializar, fazendo com que alguns especialistas levantem perguntas.

"Você está certo. Tem havido alguma preocupação sobre por que não pedimos às pessoas naquele período de cinco dias para fazer o teste. Isso é algo que agora está sendo considerado", disse Fauci à ABC News em uma entrevista separada no domingo.

As autoridades dos EUA registraram, pelo menos, 346.869 novos casos de coronavírus no sábado (1º), de acordo com a apuração da Reuters.

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