Logo R7.com
RecordPlus

EUA: três estados perdem rastros de milhares de criminosos sexuais

Auditorias apontam que Missouri, Wisconsin e Massachusetts não sabem o paradeiro de pelo menos 2 mil agressores já processados por crimes sexuais

Internacional|Fábio Fleury, do R7

  • Google News
No Missouri, placas como esta são colocadas perto das casas de agressores sexuais
No Missouri, placas como esta são colocadas perto das casas de agressores sexuais

Pelo menos três estados norte-americanos não sabem onde estão milhares de criminosos sexuais, incluindo abusadores de crianças, que deveriam manter seus endereços atualizados junto às polícias locais.

Nesta terça-feira (2) foi divulgada uma auditoria em Missouri, que 'perdeu o rastro' de pelo menos 1.259 desses criminosos. Eles representam 8% de um total de 16 mil agressores sexuais que, por lei, são obrigados a se registrar regularmente junto à polícia local.


O mais grave, no entanto, é que cerca de 800 dessas pessoas estão entre os que responderam por crimes mais graves, como estupro e abuso de crianças, entre outros. A polícia não tem ideia do paradeiro de mais da metade deles há mais de um ano.

"O que os dados revelam é perturbador", disse a auditora estadual do Missouri, Nicole Galloway, durante uma coletiva à imprensa norte-americana em St Louis. "Porque as polícias locais não sabem onde esses agressores estão, o que significa que a população também não sabe."


Falta fiscalização

Segundo a auditora, a falta de fiscalização é o principal problema. Pela lei estadual, agressores sexuais devem manter cadastros atualizados junto às autoridades policiais locais. Nome, endereço e informações profissionais devem estar sempre recentes.


Leia também

Caso isso não aconteça, cabe à polícia emitir mandados de prisão contra os agressores, válidos para todo o estado. E o estudo de Galloway revela que isso não tem acontecido, na maioria dos casos.

"Não foram emitidos mandados de prisão para cerca de 91% dos agressores que não estão se registrando. Não foram feitos os esforços necessários para mantê-los sob vigilância e evitar que voltem a cometer crimes", afirmou a auditora.


Representantes da polícia se defenderam afirmando que não têm recebido do governo estadual uma verba adicional para fazer um serviço adequado de vigilância contra esses criminosos.

Problema recorrente

Em outros estados, o problema se repete. Em agosto, um comitê do governo de Wisconsin divulgou que, dos 25 mil agressores sexuais registrados no estado, quase 3 mil estão com dados defasados e pelo menos 300 são considerados foragidos.

Uma auditoria realizada em Massachusetts, com dados do ano passado, mostrou que 1769 condenados por crimes sexuais não tinham seus endereços atualizados no banco de dados estadual e, deles, 936 não tinham nem ao menos registros da gravidade dos crimes cometidos.

Com isso, somente esses três estados têm quase 2,1 mil criminosos sexuais à solta, sem que as polícias locais possam localizá-los rapidamente em caso de emergência ou reincidência.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.